O influenciador também é alvo de uma investigação sobre uma suposta exposição de menores de idade em conteúdos sexuais publicados na internet
Hytalo Santos está no centro de uma grande polêmica após ser alvo de investigação sobre uma suposta exposição de menores de idade em conteúdos sexuais publicados na internet. Mas as histórias sobre o dia a dia na mansão do influenciador não param por aí. Hytalo também foi acionado na justiça por pelo menos 13 seguranças que fizeram parte de sua escolta, como em alguns casos divulgados em primeira mão pelo portal LeoDias. Além disso, duas ex-assessoras relataram judicialmente uma relação de trabalho supostamente abusiva com o famoso.
Além das denúncias por suposta sexualização de menores de idade, Hytalo está sendo processado por 13 seguranças que fizeram parte de sua escolta, entre os anos de 2023 – em que ficou famoso no país por distribuir iPhones 15 a convidados de seu casamento com Israel Natan Vicente, o Euro – e 2025. A ação foi motivada por dívidas trabalhistas, danos morais, comprovação do vínculo empregatício, jornada excessiva, entre outros.
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Ex-funcionárias e seguranças denunciam condições de trabalho na mansão de Hytalo SantosReprodução: Instagram @hytalosantos

O influenciador Hytalo SantosReprodução: YouTube

Hytalo SantosFoto: Reprodução/Instagram @hytalosantos

Hytalo SantosFoto: Reprodução/Instagram @hytalosantos
Segundo noticiado pelo EXTRA, duas ex-assessoras do influenciador relataram em processos um tratamento, no mínimo, abusivo. Larissa Araújo e Williana Lucena, acionaram a Justiça da Paraíba, mas tiveram que assinar um termo de confidencialidade e estão impedidas de tocar no nome de Hytalo sob pena de multa.
No processo, Williana afirma que começou a trabalhar com Hytalo em abril de 2023 como assistente pessoal do influenciador. De acordo com ela, o trabalho não tinha uma rotina pré-estabelecida. O combinado era receber o salário de R$ 3 mil por mês para ser uma espécie de “babá” do patrão. Neste vínculo, nenhum documento foi assinado e nem contrato de prestação de serviços ou carteira.
Para ela, o trabalho com Hytalo começava entre às 8h e 9h, mas não tinha hora para terminar. Em depoimento, Williana disse que muitas vezes não podia dormir e não cumpria a interjornada prevista nas leis trabalhistas.
A ex-funcionária dirigia um dos automóveis de Hytalo para levar e buscar “seus filhos” (influenciadores “adotados” por ele) na escola, levar ao médico e fazer compras para o chefe. Mas a maioria das compras, segundo o processo, com o cartão de crédito dela própria. O patrão prometia fazer um pix quando a conta chegasse. Quando a fatura chegava, ele atrasava, os juros subiam, e quando ela percebeu havia uma dívida de R$ 15 mil em seu nome.
Williana afirmou à justiça que o salário também não era pago em dia. No relato, ela ainda contou que o ex-patrão era abusivo e tóxico. A sua demissão veio quando ela se recusou a dirigir com crianças entre João Pessoa e Cajazeiras – onde fariam uma gravação – por ter dormido apenas duas horas no mesmo dia.
Outro relato
Já com Larissa, outra assessora que acionou a justiça, Hytalo trabalhou entre os meses de abril de 2023 e agosto do ano passado. Sua função era organizar a agenda pessoal do artista, além de lidar com a mídia, fornecedores e possíveis contratantes. Para isso, ela recebia uma remuneração de R$ 8 mil.
Segundo ela, o horário de trabalho nunca foi respeitado. “No presente caso, restou amplamente demonstrado que a Reclamante era submetida a uma jornada diária de trabalho de, em média, 14 horas, excedendo em 6 horas o limite legalmente permitido, em flagrante violação ao art. 59 da CLT”, descreveram seus representantes nos autos, onde também pedem indenização por danos morais.
Larissa foi obrigada pelo antigo patrão, segundo conta na ação, a alugar um carro para trabalhar. Só que o veículo passou a ser usado por Hytalo e o marido, que tiveram várias infrações de trânsito. Assim como Williana, ela também teve gastos em seu cartão de crédito, criando uma dívida de bola de neve.
Quando foi demitida, a assessora detalhou que foi supostamente coagida a assinar um acordo para receber R$ 35 mil e não entrar contra Hytalo na Justiça do Trabalho. Como a dívida em seu cartão totalizava R$ 22 mil, decidiu aceitar. No momento do acordo, seu celular foi “confiscado” por um dos “filhos” adotivos do influenciador e o aparelho teria permanecido com ele por três horas, para que todas as mensagens trocadas com Hytalo, marido e afins, fossem deletadas.
No caso de Larissa, ainda há uma situação mais grave relatada pela mesma. De acordo com o processo, um apelido pejorativo dado a ela: “Isaura”, em alusão à personagem da novela “Escrava Isaura”. Além do evidente cunho racista, tal denominação também reforçava a percepção de que a Reclamante era tratada como uma “escrava”.
Fonte: Portal Leo Dias