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Iphan tomba antiga sede do Dops no Rio por valor histórico


O Dops foi instrumento das últimas duas ditaduras brasileiras. O órgão foi usado principalmente durante o Estado Novo (1937-1945), sob Getúlio Vargas, e no regime militar (1964-1985). O departamento funcionava como um aparato do Estado para perseguir e torturar quem se opunha ao governo.

Ativistas querem que espaço vire centro de memória e direitos humanos. Já a Polícia Civil do Rio planeja criar um museu da instituição no mesmo local.

Prédio fica no Centro do Rio

Imóvel também já foi usado pelo governo do estado. Construído nos anos 1910, ele abrigou a sede da polícia do Distrito Federal, no Rio, até 1962, quando o Dops passou a ocupá-lo. Em 1965, a União o transferiu para o então governo do estado da Guanabara, que não registrou a transferência. Para o MPF, o espaço pertence à União.

Prédio não é o único na mira dos promotores. Também no Centro, a antiga sede do IML (Instituto Médico Legal) está envolvida em imbróglio parecido. Em setembro, o MPF pediu à Justiça que determine que a União “assuma concretamente” a posse do prédio. O local abriga 440 mil itens iconográficos.

Especialistas identificaram itens com “alto potencial inflamável” no IML. Além d microfilmes em base de nitrato de celulose, uma equipe do Arquivo Público do Estado do Rio localizou em agosto microfilmes em base de acetato de celulose em “avançado, e irreversível, estado de deterioração”.





Fonte:UOL

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