- Em todo o país, 620 mil professores da educação básica vão deixar de pagar o Imposto de Renda. Foto: Sumaia Vilela/Agência Brasil
- A nova faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil começa a valer em 2026.
- Em Minas Gerais, a parcela de professores da educação básica isentos deve subir de 19,1% para 60%, segundo estimativas do Ipea.
- Outros 24,3% devem ter redução do imposto (faixa até R$ 7.350).
- Como BH concentra grande rede educacional, a mudança tende a ter efeito relevante na capital e na Região Metropolitana, mesmo sem recorte municipal detalhado no estudo.
O que muda na prática (a partir de 2026)
A lei citada no balanço amplia a isenção total do IR para rendimentos de até R$ 5 mil por mês e cria descontos para quem ganha até R$ 7.350.
O objetivo, segundo o estudo do Ipea mencionado na matéria, é aumentar a renda disponível — especialmente de profissionais com salários próximos ao piso nacional do magistério (R$ 4.867,77 em 2025).
Minas Gerais: o que o Ipea estima para professores da educação básica
As projeções do Ipea destacadas pela Secom apontam que:
- Isentos em MG: de 19,1% para 60% dos professores.
- Com redução do imposto (até R$ 7.350): 24,3% dos docentes.
- Na alíquota máxima (27,5%): queda de 44% para 15,7%.
No recorte nacional, a Secom informa que 620 mil professores da educação básica deixariam de pagar IR e que ao menos 1 milhão teriam aumento na renda disponível por isenção total ou redução.
BH e Região Metropolitana: por que o impacto tende a ser grande
A reportagem da Secom não traz um “recorte BH”, mas há sinais claros de escala:
- Um panorama educacional baseado no Censo Escolar 2024 (compilado por organização do setor educacional) aponta 190.981 estudantes e 569 escolas em Belo Horizonte, além de um contingente na casa de 11.348 (o material lista esse número junto ao quadro “Professores”, apesar da formatação do PDF no texto).
- A Prefeitura de BH também vem reforçando a rede: notícia municipal informa convocações/nomeações de professores desde 2022, indicando a dimensão da força de trabalho e da demanda da rede.
Leitura prática para o público de BH/RMBH: como a capital e o entorno metropolitano concentram grande número de vínculos na educação básica (redes municipal, estadual e privada), a ampliação da faixa de isenção tende a atingir muita gente — principalmente quem está próximo do piso salarial e quem tem um único vínculo.

Fonte: BH 24 Horas