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Izabela Severo diz que o Dia da Mulher precisa ir além da data e provocar mudanças reais



Para a criadora de conteúdo Izabela Severo, o Dia Internacional da Mulher precisa ser encarado com mais profundidade do que normalmente é tratado. Em vez de uma celebração pontual, ela acredita que a data deveria servir como um momento real de reflexão sobre a vida das mulheres e os desafios que ainda fazem parte do cotidiano feminino.

Segundo a influenciadora, a luta por respeito e igualdade acontece todos os dias, muitas vezes em questões básicas que ainda precisam ser conquistadas. “Eu acredito que o dia da mulher, na verdade, são todos os dias, até porque nós mulheres lutamos todos os dias para termos o básico muitas vezes”, afirma.

Ela também critica a forma como o 8 de março, em alguns contextos, acaba sendo transformado em uma data comercial. Para Izabela Severo, o verdadeiro papel do Dia Internacional da Mulher deveria ser provocar consciência coletiva sobre as realidades que cercam as mulheres.

“Acredito que o Dia Internacional da Mulher só vai de fato apoiar na construção de uma sociedade mais justa quando não for visto como fonte de rentabilidade, mas como um momento para pensar e entender as potências, as problemáticas e as questões reais que cercam uma mulher no dia a dia”, explica.

Na visão da criadora de conteúdo, a mudança começa quando as mulheres são realmente escutadas e quando a sociedade passa a se responsabilizar por essa transformação.

“Não é uma data que muda o ser humano, mas o ser humano que dá significado a uma data”, afirma.

Ao falar sobre o que a impulsiona diariamente, Izabela destaca a força que vem da consciência histórica e da responsabilidade de honrar as mulheres que vieram antes.

“Acredito que para eu estar aqui muitas vieram antes de mim. Eu carrego muito essa ideia de honrar onde eu piso”, diz.

Ela também aponta que a realidade de violência enfrentada por mulheres no país é um fator que desperta indignação e também motivação para ocupar espaços e ampliar vozes.

“Às vezes sinto muita raiva quando vejo tantas notícias de violência, ameaças e mortes. Isso me dá ainda mais vontade de ocupar espaços, ter voz e alcançar mais pessoas, não só por mim, mas por todas.”

Para Izabela, essa consciência se torna ainda mais forte quando pensamos nas mulheres que fazem parte da vida cotidiana. “Sempre penso que poderia acontecer com qualquer uma das mulheres que fazem parte da minha vida: mãe, namorada, irmãs, tias, primas, amigas.”

Ao definir o que significa ser mulher, ela resume essa experiência como continuidade de histórias que não puderam seguir adiante. “Ser mulher é ser a continuação de muita história que se interrompeu injustamente.”





Fonte:www.glp4.com

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