O presidente Lula determinou a criação de um comitê interministerial para conversar com os setores mais afetados pela sobretaxa de 50% anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aos produtos brasileiros.
Lula disse também que se reunirá pessoalmente com empresários para tratar do tema a partir do levantamento inicial de cada setor.
A apresentadora do UOL destacou que o Brasil não é o único a sofrer com as tarifas norte-americanas, que na verdade é a arma em comum de Donald Trump para punir todos os países em lógica aleatória do presidente dos EUA.
Na sua guerra particular contra o resto do mundo, Donald Trump fez novas vítimas no fim de semana. União Europeia e México, dois dos maiores parceiros comerciais dos Estados Unidos, receberam de presente tarifas de 30%. Ao todo, 25 países receberam cartas na última semana com ameaças de taxas exorbitantes que passarão a vigorar a partir de 1º de agosto.
O Brasil está no topo da lista, com tarifa de 50% sob o argumento político-ideológico de que o julgamento de Jair Bolsonaro é uma caça às bruxas e a suspensão de contas e multas a plataformas sociais americanas configuram censura.
Se serve de consolo, podemos nos jactar de não sermos os únicos. As tarifas parecem seguir uma lógica aleatória, assim como o motivo. O México foi punido por não fazer o suficiente para barrar a entrada de fentanil pela fronteira, e a Europa pelo déficit comercial que impõe aos Estados Unidos por políticas comerciais supostamente injustas. As tarifas têm se revelado a principal arma de Trump para praticamente qualquer contencioso.
Amanda Klein
Fonte: UOL