
Quem acompanha “A Nobreza do Amor”, novela das 18h, já percebeu que Jendal, personagem de Lázaro Ramos, não mede esforços quando o assunto é poder. Ambicioso, calculista e disposto a tudo para alcançar seus objetivos, o vilão ganha agora um reforço à altura: Luciano Quirino chega à trama para viver Pascoal, um mercenário perigoso que rapidamente se torna o novo braço direito nas armações do antagonista.
A entrada do personagem promete mexer diretamente com os rumos da história. Inicialmente apresentado como um homem misterioso que consegue aplicar um golpe no rei de Batanga, Pascoal logo demonstra que não está no reino por acaso. Estratégico, observador e quase sempre silencioso, ele passa a integrar o núcleo principal da novela e estabelece uma aliança marcada por manipulações, interesses e jogos de poder ao lado de Jendal.
“Pascoal é um homem que chega de fora, mas rapidamente entende o jogo de poder daquele reino”, explica Luciano Quirino. “Ele é extremamente perigoso, não é um vilão impulsivo. Pensa, calcula, articula, e isso o torna ainda mais assustador”, acrescenta o ator sobre o personagem.
Para construir o mercenário, Quirino buscou referências em personagens clássicos da ficção, mas sem abrir mão de uma identidade própria. “Busquei figuras que operam nas sombras, como Iago, de “Otelo”, e até o Jafar, de “Aladdin”. Pascoal tem esse ar misterioso, inclusive no figurino, mas a ideia sempre foi criar alguém mais humano e brasileiro”, revela.
Conhecido por personagens intensos ao longo da carreira, o ator afirma que o novo papel tem exigido um mergulho em territórios diferentes. “Tem sido um desafio muito instigante. O Pascoal me provoca a explorar novas camadas como ator, acessar lugares mais sombrios e compreender uma lógica completamente diferente daquilo que eu vinha fazendo até aqui”, diz.
Nos bastidores, um dos destaques para o artista é justamente a parceria em cena com Lázaro Ramos, intérprete de Jendal. Segundo Luciano, a troca entre os dois fortalece ainda mais a tensão dramática da história. “O Lázaro é um ator extremamente generoso, inteligente em cena, e isso eleva o jogo. A gente cria uma dinâmica de tensão e cumplicidade que movimenta a trama”, afirma.
Além do reencontro com o universo dos vilões, Luciano Quirino também divide cenas novamente com André Luiz Miranda, com quem trabalhou em “Dona Beja”. Desta vez, porém, os dois estão em lados opostos. “Existe uma conexão anterior entre nós, mas dentro da história somos adversários. Isso cria uma tensão muito interessante em cena”, comenta.
Fora da novela, o ator segue acumulando projetos no audiovisual e no teatro. Nos cinemas, estará no elenco do filme inspirado no caso Elize Matsunaga, produção que, segundo ele, exigiu cuidado e responsabilidade na construção do personagem. Já nos palcos, Quirino prepara o retorno do espetáculo “Maestro Selvagem”, no qual interpretará o maestro Carlos Gomes em circulação prevista para o segundo semestre.
Fonte:www.glp4.com