Maria Carol Rebello relembra o início precoce na televisão, quando participou da novela Vamp. Para ela, estar diante das câmeras parecia algo natural. “Lembro sempre com muito prazer e naturalidade. Ao mesmo tempo que era natural estar ali, por ser um ambiente em que eu nasci, tinha comprometimento, vontade de aprender, curiosidade e alegria.”
A atriz fala sobre o ambiente familiar que a formou. “Na minha casa e na minha família a arte sempre foi protagonista na educação. E também estudei em escolas que prezavam isso. Além de fazer muitos cursos e aulas de dança, teatro e música.”
Maria Carol destaca também a importância do espetáculo BooM, dirigido por Jorge Fernando, em 1999. “Eu sempre digo que o espetáculo BooM é minha faculdade, pós e mestrado. Conheci os principais teatros das muitas capitais do Brasil fazendo essa peça. Aprendi tudo na prática e fui crescendo como atriz. Fiz o BooM adolescente, casando, grávida, amamentando, divorciando?”

Ao falar de sua trajetória na televisão, ela valoriza cada experiência. “Estou na minha décima novela agora! Aprendi em cada uma delas e sigo aprendendo. E a cada uma delas eu fui ganhando um destaque maior por mérito meu.” Para a atriz, esse processo acompanha sua maturidade. “Minha carreira tem essa característica mesmo, acredito que por eu ir crescendo e amadurecendo como atriz e como pessoa. Isso reflete no trabalho e marca as pessoas.”
Sobre Verão 90, Maria Carol recorda com carinho o desafio de interpretar Diana. “Eu amei fazer essa novela! Era divertida e abordava os anos 90, que é a época que vivi minha adolescência, “minha época”, como dizem. Fora que tive que aprender a surfar pra viver a Diana, foi demais! Recomendo um dia surf pra todo mundo.”
Hoje, ela revisita a personagem Olga em Êta Mundo Melhor. “Tem sido uma experiência interessante voltar a interpretar a mesma personagem 10 anos depois numa novela. Rever os amigos e perceber como amadurecemos artisticamente.” Para a atriz, a força da obra está na mensagem. “É uma novela que fala de otimismo, e isso é essencial pra vida! Olhar sempre o lado positivo do que acontece com a gente é um exercício desafiador, mas pode ser maravilhoso.”
No cinema, Maria Carol se volta a um projeto íntimo: o documentário FÔLEGO – até depois do fim, dirigido por Candé Salles. “Meu documentário chama-se FÔLEGO – até depois do fim, e eu conto a história da minha família de forma confessional. Não deixa de ser um exercício de otimismo, como falei, e também um processo de entendimento do luto e minhas perdas. A arte sempre me salvando! E da forma mais plena porque ela permeia toda minha vida e minha educação familiar junto com a espiritualidade.”
Fonte:www.glp4.com