
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (15), a Operação Narcofluxo, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro e transações financeiras ilícitas. Entre os nomes de maior peso detidos durante a ação estão os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, ícones do cenário musical brasileiro. A ofensiva apura a movimentação de uma cifra astronômica: mais de R$ 1,6 bilhão em recursos de origem suspeita.
?A prisão de MC Ryan SP ocorreu em um condomínio de luxo na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, no litoral de São Paulo, onde o artista participava de uma festa. Já Poze do Rodo e outros influenciadores, como o criador de conteúdo Chrys Dias, também foram alvos de mandados judiciais expedidos pela 5ª Vara Federal de Santos. No total, cerca de 200 agentes federais cumprem 90 mandados em nove estados, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro e o Distrito Federal.
?De acordo com as investigações, o grupo utilizava um sofisticado sistema de ocultação de bens para dar aparência lícita ao faturamento da produção criminosa. “As investigações apontam que os envolvidos utilizavam um sistema para ocultação e dissimulação de valores, incluindo operações financeiras de alto valor, transporte de numerário em espécie e transações com criptoativos”, informou a corporação em nota oficial sobre os bastidores do esquema.
?O impacto da operação no mercado do entretenimento é imediato, dado o alcance digital dos envolvidos, que acumulam milhões de seguidores. Além das prisões temporárias, a Justiça determinou o sequestro de bens de luxo, como carros importados e joias, e o bloqueio de contas bancárias. O circuito de lavagem envolveria, ainda, empresas de fachada e a exploração de jogos de azar e rifas digitais, que serviam como fachada para a entrada de capital ilícito.
?A defesa dos artistas ainda não se manifestou detalhadamente sobre as acusações de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Este novo capítulo na carreira dos MCs ocorre em um momento de alta visibilidade, com estreias de novos projetos e agendas de shows lotadas. A PF segue com as buscas para identificar outros integrantes da rede e entender a conexão do grupo com o tráfico de drogas.
?Esta temporada de fiscalização rigorosa sobre o patrimônio de influenciadores e artistas sinaliza um endurecimento das autoridades brasileiras contra o uso das redes sociais para a promoção de atividades financeiras irregulares. O evento policial de hoje é considerado um dos maiores desdobramentos contra a lavagem de capitais vinculada ao setor cultural nos últimos anos.
Fonte:www.glp4.com