Minas Gerais registra, em média, oito ocorrências por dia envolvendo cães agressivos. Um dos casos mais recentes aconteceu em Coronel Fabriciano, no Vale do Aço, onde uma
adolescente grávida de 17 anos foi atacada por um pitbull
quase 1.600 cachorros com comportamento violento
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O treinador de cães Anderson Tomás explica que algumas raças têm características mais propensas à dominância e reatividade, especialmente os cães de guarda e os terriers. “Por exemplo, o rottweiler foi criado na Alemanha como cão açougueiro e de guarda. O pitbull descende de outros terriers, é um cão muito explosivo, dominante e teimoso. Mas tudo depende da criação e do ambiente em que o animal vive”, explica.
Tomás também orienta sobre como agir em caso de ataque. “Eu sei que é difícil, mas o ideal é ficar o mais parado possível, sem olhar nos olhos do animal. Se você corre, ele entra em modo de caça. Manter a calma reduz o risco de ele atacar com mais agressividade.”
Já o médico veterinário Bruno Divino, diretor do Faculdade e Hospital Veterinário Arnaldo, destaca a importância da guarda responsável. “É fundamental que o tutor conheça as características do cão antes da adoção. É preciso avaliar se terá condições de cuidar bem, vacinar, alimentar e dar atenção ao animal. Um cão dócil, se for tratado com agressividade ou mantido preso o tempo todo, pode se tornar violento”, alerta.
Desde janeiro, está em vigor em Minas uma lei promulgada pela Assembleia Legislativa que torna obrigatório o uso de focinheira e coleira em cães considerados potencialmente perigosos, como pitbulls, quando estiverem em locais públicos.
Fonte: Itatiaia