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“Mickey 17”: primeiras críticas exaltam Robert Pattinson e o humor ácido de Bong Joon-ho



A ficção científica da Paramount Pictures, estrelada por Robert Pattinson e dirigida pelo vencedor do Oscar Bong Joon-ho, chega carregando o peso de ser o título “cult” mais aguardado de 2026.

O veredito preliminar? Um filme estranho, político, caótico e, acima de tudo, muito divertido.

Robert Pattinson em dose dupla (ou 17)

Se havia alguma dúvida sobre o status de Pattinson como um dos atores mais interessantes da atualidade, “Mickey 17” parece encerrá-la. No papel de Mickey Barnes, um trabalhador “descartável” enviado para missões espaciais perigosas e clonado a cada morte, o ator entrega uma performance elogiada de forma quase unânime.

Críticos destacam especialmente o momento em que Mickey 17 e Mickey 18 coexistem, criando uma dinâmica rara de confronto entre versões do mesmo personagem. A química de Pattinson consigo mesmo é apontada como um dos pontos altos do filme.

Outro aspecto bastante citado é a versatilidade do ator. Cada versão de Mickey se diferencia por pequenos detalhes, mudanças no olhar, na postura e no tom de voz, o que transforma um conceito absurdo em algo surpreendentemente humano.

O “suco” de Bong Joon-ho: crítica social e caos

Bong Joon-ho segue fazendo o que sabe melhor. Se em “Parasita” ele expôs as fissuras de classe na Coreia do Sul, em “Mickey 17” o alvo é global, e interplanetário.

O filme é descrito como uma sátira feroz sobre a precarização do trabalho, levando ao extremo a ideia de que pessoas podem ser tratadas como peças substituíveis. Aqui, o capitalismo não apenas explora, ele literalmente recicla corpos.

O elenco de apoio também vem recebendo elogios. Mark Ruffalo aparece como um líder populista caricato, com paralelos diretos a figuras políticas reais. Toni Collette e Steven Yeun contribuem com momentos de humor absurdo que equilibram o tom pesado da crítica social.

O que dizem os especialistas

A recepção inicial é majoritariamente positiva, com muitos veículos descrevendo o filme como uma “obra-prima do absurdo” e um raro exemplo de cinema autoral em escala blockbuster. Há, no entanto, quem alerte que o tom excêntrico e a narrativa pouco convencional podem afastar parte do público acostumado a ficções científicas mais lineares.

Para quem busca algo fora do padrão, a aposta parece certeira. “Mickey 17” surge como aquele tipo de filme que divide opiniões, gera debate e permanece na conversa por muito tempo depois dos créditos finais.



Fonte:www.glp4.com

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