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Miguel Martines fala sobre a estreia como protagonista em O Filho de Mil Homens, da Netflix: “Eu só sonhava em aparecer no cinema”


O cinema brasileiro acaba de ganhar um novo talento vindo do interior de São Paulo. Natural de Araçatuba, Miguel Martines faz sua estreia no audiovisual em grande estilo ao assumir o protagonismo de O Filho de Mil Homens, longa dirigido por Daniel Rezende e atualmente em destaque no catálogo da Netflix. A produção, assinada pela Biônica Filmes e Barry Company, marca o primeiro trabalho do jovem ator diante das câmeras e já em um papel de grande responsabilidade.

Em entrevista exclusiva ao Site GLP4, Miguel falou sobre o início da trajetória artística, os desafios enfrentados longe dos grandes centros do audiovisual e a experiência intensa de viver seu primeiro set profissional ao lado de nomes consagrados do cinema brasileiro, como Rodrigo Santoro e Johnny Massaro.

Mesmo vindo de uma cidade distante do eixo Rio–São Paulo, o ator conta que a questão geográfica nunca foi um obstáculo real para seus sonhos. Segundo ele, a preocupação vinha muito mais dos pais do que dele próprio, que desde cedo se via atraído pelos palcos e pela possibilidade de atuar.

“Meus pais se preocuparam mais que eu com o fator distância. Eles sabiam que seria difícil. Mas, pra mim, não. Eu só sonhava em aparecer no cinema”, relembra.

As viagens frequentes para São Paulo em busca de testes, longe de desanimá-lo, acabaram se tornando parte da motivação para seguir insistindo na carreira. Para Miguel, cada deslocamento carregava expectativa e aprendizado.

“Fazer um bate e volta sempre foi uma aventura e uma esperança. E, por ser mais difícil de conseguir, a gente valoriza mais.”

Foto: Divulgação

Durante os três meses de preparação e filmagens, o jovem precisou lidar não apenas com a rotina intensa de um set profissional, mas também com o impacto emocional de ficar longe da família. A saudade, segundo ele, foi um dos aspectos mais difíceis de administrar ao longo do processo.

“O mais difícil foi a saudade. Tive muita saudade do meu pai e do meu irmão”, contou.

Ainda assim, Miguel conseguiu conciliar a nova rotina de trabalho com os compromissos escolares, mantendo os estudos em dia mesmo durante o período de gravações.

“A escola foi tranquila. Eu usava o tempo livre para colocar a matéria em dia. Eu sou um bom aluno. Agora, gravar foi incrível. Quando acabou, eu não queria voltar pra realidade.”

Foto: DIvulgação

Assumir um papel central logo no primeiro trabalho audiovisual naturalmente trouxe inseguranças. Miguel admite que o medo apareceu nos primeiros dias, mas foi sendo superado graças ao acolhimento da equipe e ao processo de preparação.

“A tia Estrela, a Estrela Straus, que preparou a gente, foi essencial. Ela me ajudou a sentir o Camilo, a entrar nele de verdade.”

O diretor Daniel Rezende também teve papel fundamental para que o jovem ator se sentisse seguro em cena.

“O tio Dani foi tão legal que só o olhar dele já me dava segurança.”

A atuação de Miguel vem sendo destacada pela sensibilidade, pelo silêncio e pelo controle emocional características que ele define como um exercício de expressar sentimentos sem o uso da palavra. Para alguém em sua primeira experiência diante das câmeras, esse tipo de registro representou um desafio adicional.

“Minha expressão precisava falar um monte de coisas sem falar nada. Momentos de felicidade e medo fazem parte do meu dia a dia, mas sentir raiva e deixar o corpo falar isso foi difícil.”

Ao falar sobre a convivência com atores experientes, Miguel lembra que o aprendizado aconteceu de forma leve e espontânea. Sem a dimensão completa da carreira dos colegas de elenco, ele viveu o set com naturalidade.

“Eu aprendi brincando. No começo, eu nem tinha ideia de tudo o que eles eram, então eram meus novos amigos me ajudando.”

Hoje, ao se ver na tela ao lado de grandes nomes do cinema brasileiro, a percepção é outra marcada por orgulho e gratidão.

“Eu vejo o filme e penso: eles são demais… e olha eu ali junto. Um privilégio.”

Disponível na Netflix, O Filho de Mil Homens apresenta ao público o primeiro passo da trajetória de Miguel Martines no audiovisual. Um início que, pela entrega e maturidade demonstradas em cena, aponta para um caminho promissor no cinema brasileiro.



Fonte:www.glp4.com

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