PUBLICIDADE

Morre a atriz Titina Medeiros, aos 48 anos, no Rio Grande do Norte



A atriz Titina Medeiros morreu neste domingo, 11 de janeiro de 2026, aos 48 anos, em Natal (RN). Ela lutava contra um câncer de pâncreas há cerca de seis meses. A informação foi confirmada por familiares e pessoas próximas.

Natural de Currais Novos, no interior do Rio Grande do Norte, Titina construiu uma carreira marcada pela força do teatro, pela presença carismática na televisão e por uma atuação constante na valorização da produção cultural fora do eixo Rio–São Paulo.

Da comédia popular ao drama contemporâneo

Titina ganhou projeção nacional ao interpretar Socorro, a divertida e inseparável assistente de Chayene, na novela “Cheias de Charme” (2012). A personagem se tornou um dos alívios cômicos mais lembrados da trama e apresentou a atriz a um público amplo, sem jamais reduzir sua complexidade artística.

Seu trabalho mais recente na televisão foi na novela “No Rancho Fundo” (2024), onde viveu Nivalda, personagem que já havia interpretado em “Mar do Sertão” (2022), reafirmando sua força em narrativas ligadas ao Brasil profundo e às histórias do Nordeste.

Ao longo da carreira, Titina participou de diversas produções de destaque, entre elas:

Geração Brasil (2014)

A Lei do Amor (2016)

Onde Nascem os Fortes (2018)

Os Roni (Multishow)

Cangaço Novo (Prime Video)

Em todas, levou uma atuação marcada por verdade, humor preciso e sensibilidade.

Teatro, raízes e compromisso cultural

Antes da televisão, Titina construiu uma trajetória sólida nos palcos. Iniciou no teatro aos 19 anos e foi integrante fundamental do grupo Clowns de Shakespeare, uma das companhias mais importantes do teatro brasileiro contemporâneo. Também foi fundadora da produtora Casa de Zoé, voltada ao desenvolvimento de projetos culturais no Nordeste.

Mesmo com reconhecimento nacional, a atriz sempre fez questão de manter seus vínculos com o Rio Grande do Norte, defendendo a descentralização da produção artística no país.

“Eu acho que é importante também permanecer, ter o meu pé aqui fincado, no sentido de poder produzir obras e coisas que a população daqui possa consumir”, declarou em uma de suas últimas entrevistas.



Fonte:www.glp4.com

Leia mais