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Motociclista falecido em acidente na BR-040 em Sete Lagoas é reconhecido como um dos principais traficantes da Região Metropolitana de Belo Horizonte.


Imagem do local do acidente e a vítima

Foi confirmado o nome do motociclista que faleceu em um trágico acidente na BR-040, próximo à Curva da Lontrinha, em Sete Lagoas, no último domingo (9). O indivíduo é Marco Antônio de Oliveira Luiz, de 42 anos, conhecido como “NAR”, que a Polícia Civil identificou como um dos principais traficantes na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).

O incidente aconteceu enquanto Marco Antônio conduzia uma motocicleta de alta cilindrada. Ele aparentemente perdeu o controle do veículo, atravessou o canteiro central da rodovia e colidiu com força, não conseguindo sobreviver aos ferimentos e vindo a falecer no local. A situação foi captada por câmeras de segurança e gerou ampla repercussão nas redes sociais.

Embora inicialmente fosse visto como mais um acidente de trânsito, a identificação da vítima despertou o interesse das autoridades. Marco Antônio estava sob investigação há vários anos e havia sido detido durante a Operação Saxamontes, uma das maiores operações de combate ao crime organizado em Minas Gerais. A Polícia Civil informou que ele geria rotas de tráfico interestaduais, movimentando grandes quantidades de drogas e exercendo um papel de liderança no esquema criminoso. Sua função não era diretamente nas vendas, mas na logística e distribuição.

NAR tinha sido condenado a 162 anos, 2 meses e 25 dias de prisão, mas foi libertado em maio de 2023, após o Tribunal de Justiça de Minas Gerais anular sua condenação, alegando cerceamento de defesa — o que também beneficiou outros réus da mesma operação. Desde então, ele estava em liberdade.

O sepultamento ocorreu nesta segunda-feira (10), no cemitério Bosque da Esperança, em Belo Horizonte. A Polícia Civil ainda não confirmou se haverá uma investigação mais aprofundada sobre as circunstâncias do acidente.

A morte de Marco Antônio pode ter impactos diretos no tráfico de drogas na capital e na Grande BH, conforme apontam especialistas em segurança pública. A ausência de um dos líderes principais pode provocar disputas internas pelo controle das rotas criminosas, levando a um aumento da atenção das forças policiais.

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