
O relato de uma britânica que passou por uma experiência de quase-morte dentro de uma academia tem chamado atenção nas redes sociais e na imprensa internacional. Victória Thomas, de 39 anos, sofreu uma parada cardíaca súbita durante uma sessão de exercícios em Bristol, na Inglaterra, e chegou a ficar 17 minutos sem sinais vitais.
O episódio aconteceu enquanto ela treinava musculação. Segundo Victória, tudo começou com uma leve tontura e, em questão de segundos, ela desmaiou. O atendimento de emergência foi imediato, mas os profissionais de saúde enfrentaram dificuldades para reanimá-la. Durante o tempo em que esteve inconsciente, Victória relata ter vivido algo inexplicável.
“Eu sabia que meu corpo estava ali, mas não me sentia em paz. Eu via tudo de cima, como se estivesse flutuando. Reconheci meu corpo no chão e as máquinas da academia especialmente as amarelas, que pareciam brilhar. Foi tudo muito estranho. Não tive aquela sensação de tranquilidade que as pessoas sempre descrevem”, disse ela.
A ausência de luz branca ou de sensações agradáveis a surpreendeu. “Não senti calma. Só uma espécie de consciência ampliada, como se eu estivesse presente, mas de fora”, relatou em entrevista. Ela ainda destacou que sua primeira percepção ao “ver” o próprio corpo foi notar que suas pernas pareciam muito maiores, uma visão distorcida que ela associa à forma como se sentia em fotos recentes.
Após 17 minutos, os paramédicos conseguiram reverter o quadro. Victória foi levada ao hospital e ficou três dias em coma. O diagnóstico não identificou doenças cardíacas prévias, mas, por precaução, ela recebeu a implantação de um desfibrilador automático para prevenir novas paradas.
Mesmo após a recuperação, seu coração voltou a falhar algumas vezes, mas o dispositivo instalado foi essencial para restaurar os batimentos. “Foi um milagre eu estar aqui”, disse. “A equipe médica não desistiu de mim.”
O caso de Victória levanta questionamentos sobre as experiências relatadas por pessoas que passam por paradas cardíacas. Enquanto muitos descrevem sensações de paz e visões luminosas, o depoimento dela mostra que nem todas as vivências próximas da morte seguem o mesmo padrão reforçando o mistério que ainda envolve o tema.
Fonte:www.glp4.com