Dono de hits como “Timbre de Galo”, o mestre da cultura sul-rio-grandense havia recebido o título de doutor Honoris Causa por duas universidades em 2025
A cultura gaúcha e a música regional brasileira amanheceram de luto nesta sexta-feira (29/5). O consagrado cantor e compositor Pedro Ortaça faleceu aos 83 anos, deixando um legado enorme. Reconhecido como o último “Tronco Missioneiro” ainda em vida, ele foi peça fundamental para propagar a rica identidade e a história das Missões para todos os cantos do país.
Natural da cidade de São Luiz Gonzaga, o artista enfrentava problemas de saúde e estava internado no Hospital de Clínicas de Ijuí, no Noroeste do Rio Grande do Sul. De acordo com informações divulgadas pela família, Ortaça precisou passar por um procedimento cirúrgico na última quinta-feira (28/5) e foi encaminhado para a UTI.
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Pedro OrtaçaReprodução / Globo

Pedro OrtaçaReprodução / YouTube

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Na madrugada desta sexta, o quadro se agravou; ele sofreu três paradas cardiorrespiratórias e não resistiu. Em meio à dor da perda, a filha do cantor, Marianita Ortaça, utilizou as redes sociais para prestar uma homenagem. “Ele sempre será o exemplo mais lindo de resiliência, coragem, força. Gratidão, meu pai”, declarou.
A cerimônia de despedida será realizada em Ijuí, mas os detalhes de horário e local ainda estão sendo definidos. Pedro Ortaça completava o lendário quarteto dos “Troncos Missioneiros” ao lado de gigantes como Jayme Caetano Braun (1924-1999), Noel Guarany (1941-1998) e Cenair Maicá (1947-1989).
Esses artistas foram os grandes responsáveis por forjar uma nova vertente da música regional, marcada por uma estética única, críticas sociais contundentes e a exaltação do passado gaúcho.
Fonte: Portal Leo Dias