Natthália Gonçalves cresceu observando sets, câmeras e grandes profissionais da dramaturgia. Agora, aos 18 anos, revisita essa trajetória com a lucidez de quem começou cedo, mas nunca deixou de olhar para o próprio caminho com responsabilidade e curiosidade. Em entrevista exclusiva ao Site GLP4, ela fala sobre evolução, bastidores, descobertas e os projetos que deseja construir daqui para frente.
Logo no início da conversa, Natthália volta ao período de O Tempo Não Para, quando ganhou projeção nacional ainda criança.
“Eu lembro daquela fase com muito carinho. Eu era muito nova e vivia tudo com encantamento, absorvendo o que podia. Hoje entendo melhor a dimensão da profissão, a carga emocional de cada trabalho e o quanto a preparação faz diferença.”
Atualmente estudando Cinema e Audiovisual, a atriz afirma que a formação acadêmica ampliou seu repertório e transformou seus processos criativos.
“Estudar cinema me deu outra perspectiva. Passei a entender a engrenagem inteira, não só o meu lugar em cena. Isso muda a maneira como colaboro em um projeto e como percebo a narrativa.”

No elenco de A Vida de Jó, ela experimenta um formato diferente do que já havia vivido.
“Foi uma experiência muito intensa. Histórias bíblicas exigem pesquisa, respeito e entrega. O que mais me chamou atenção foi perceber como temas tão antigos conversam diretamente com conflitos atuais.”

Trabalhar ao lado de nomes como Edson Celulari, Christiane Torloni e Eva Wilma também marcou profundamente sua construção profissional.
“Eles tinham uma generosidade imensa. Aprendi sobre disciplina, entrega e principalmente sobre como manter o brilho e o amor pela arte mesmo depois de tantos anos de carreira.”
No cinema, Natthália recebeu elogios em festivais internacionais, experiência que descreve como transformadora.
“Foi surreal ter esse reconhecimento tão nova. Deu uma sensação de que as histórias realmente ultrapassam fronteiras e chegam onde a gente menos imagina.”
Atrás das câmeras, Natthália se revela diretora e roteirista, conduzindo projetos autorais.
“Quando estou dirigindo, busco transmitir sensibilidade e criar atmosferas que provoquem reflexão. É diferente de atuar, mas ao mesmo tempo nasce do mesmo lugar.”

A artista também comenta como disciplinas como dança e artes visuais ajudaram a moldar seu olhar.
“Elas influenciam a forma como eu me movimento, como percebo estética e como enxergo ritmo em uma cena. Tudo se conecta.”
Sobre os próximos passos, Natthália demonstra entusiasmo e clareza.
“Quero personagens que me desafiem e histórias que me atravessam. E, como realizadora, quero seguir desenvolvendo meus projetos, experimentando, criando. É só o começo.”
Fonte:www.glp4.com