Neste Dia Mundial do Livro, celebrado em 23 de abril, o jornalista, escritor e palestrante Fernando Campos decidiu compartilhar com o público algumas das leituras que mais impactaram sua trajetória pessoal e profissional. Conhecido por transformar sua própria história de superação em inspiração para milhares de pessoas, ele reforça que o hábito da leitura pode ser um caminho poderoso para construir uma sociedade mais empática, diversa e consciente.
Autor e ativista das causas PCD e LGBTQIAPN+, Fernando acredita que os livros têm papel fundamental na formação de valores desde a infância. Para ele, histórias que trazem representatividade e protagonismo ajudam a ampliar horizontes e a desenvolver um olhar mais inclusivo sobre o mundo. “A leitura é uma ferramenta de transformação. Ela abre portas, constrói pensamento e fortalece a identidade de quem se vê representado nas histórias”, costuma destacar em suas palestras e projetos educativos.

Entre as obras escolhidas, está um título de sua própria autoria, que nasceu de experiências afetivas e familiares e se transformou em um projeto literário com propósito social.
O tesouro das diferenças, de Fernando Campos, com prefácio de Ivete Sangalo, é um livro que reúne quatro contos infantis protagonizados por crianças com deficiência. A obra utiliza uma linguagem lúdica e acessível para naturalizar a diversidade e estimular a representatividade desde os primeiros anos de vida, posicionando os personagens como protagonistas de suas próprias histórias e descobertas.
Sobre o livro, o autor revela que a inspiração surgiu dentro de casa, em momentos simples do cotidiano. “Esse foi o meu segundo livro como autor. Eu escrevi ele com o intuito de trazer o protagonismo para pessoas com deficiência. Eu contava os quatro contos para os meus sobrinhos quando os colocava para dormir. A criança ainda tem esse HD vazio e nós vamos transformando esse pensamento. A ideia é que possamos construir um raciocínio inclusivo desde cedo”, afirma.
Outra indicação feita por Fernando é Adorável Heroína, escrito por Michael Hingson em parceria com Susy Flory. O livro apresenta um relato real e emocionante sobre um homem cego que estava nas Torres Gêmeas durante os atentados de 11 de setembro. A narrativa destaca a relação de confiança entre o protagonista e sua cão-guia, mostrando como ambos conseguiram descer dezenas de lances de escada e sair do prédio em segurança em meio ao caos.
Para Fernando, a obra tem um valor simbólico importante dentro do universo da literatura inclusiva. “Ter um livro que retrata e tem como protagonista a realidade de pessoas com deficiência é algo raro hoje em dia. Foi um dos primeiros livros que eu li com protagonista PCD e é baseado em fatos reais”, comenta.
Fechando a lista, o autor destaca As espias do Dia D, do escritor britânico Ken Follett, um suspense histórico que acompanha um grupo de mulheres recrutadas pela resistência durante a Segunda Guerra Mundial. A trama evidencia a força da união feminina, a coragem diante do perigo e a importância da cooperação em momentos decisivos da história.
Mesmo não abordando diretamente a temática da deficiência, a obra conquistou o escritor pela intensidade narrativa e pela força das personagens. “Ele não aborda a temática da pessoa com deficiência, mas eu gosto muito de romance com pano de fundo histórico. É um livro que tem uma potência muito grande, traz protagonistas femininas e a fortaleza delas juntas, do grupo, e isso revela muito. O Ken Follett é um autor que eu gosto muito”, explica.
Ao final, Fernando reforça que a escolha foi desafiadora diante da quantidade de títulos que marcaram sua jornada como leitor. “Todos os três livros impactaram a minha leitura. Existem muitos outros que eu amo e foi difícil selecionar apenas três. Mas esses são alguns que eu gosto e representam muito pra mim”, conclui.
Fonte:www.glp4.com