
O sertão ardeu, brilhou e emocionou. Nesta quarta-feira, 6 de agosto, o Globoplay disponibilizou os cinco últimos capítulos de Guerreiros do Sol, novela original criada por George Moura e Sergio Goldenberg com direção artística de Rogério Gomes. A trama chegou ao fim com um desfecho digno de aplausos: intenso, poético e politicamente afiado.
Inspirada no cangaço e em personagens como Lampião e Maria Bonita, a novela se destacou desde a estreia pela estética cinematográfica, roteiro maduro e personagens femininas poderosas. Ao longo dos 30 episódios, Guerreiros do Sol revisitou o sertão nordestino com potência visual e narrativa, dando voz a temas como liberdade, opressão, luta armada e afeto em tempos áridos.
No centro da história está Rosa, interpretada com força e sensibilidade por Isadora Cruz. Seu embate final com Arduíno (vivido com brilhantismo por Irandhir Santos) trouxe um dos momentos mais impactantes da teledramaturgia recente. Num confronto à beira de um precipício, Rosa rompe o ciclo de violência e renasce ao lado da filha, Maria. É um final simbólico: a vitória do afeto sobre o ódio.
A trama também apostou em arcos afetivos consistentes. O romance entre Jânia (Alinne Moraes) e Otília (Alice Carvalho) foi tratado com sutileza e coragem, num dos desfechos mais delicados da novela. Já Josué (Thomás Aquino) conclui sua jornada com dignidade e reconciliação, fortalecendo a linha que atravessa toda a história: a redenção possível, mesmo em cenários brutais.
A fotografia e o figurino foram um espetáculo à parte. A direção de arte soube capturar bem a beleza da caatinga, enquanto os trajes em couro e tecidos rústicos deram vida à saga. Tudo combinando com uma trilha sonora envolvente, com sotaque, ritmo e o gás nordestino.
Mais que uma novela de época, Guerreiros do Sol desafia padrões. A escolha por protagonistas mulheres, o cuidado com os detalhes históricos e a decisão de explorar o sertão como personagem são sinais de um projeto ambicioso e plenamente realizado.
O elenco diverso, forte e tecnicamente impecável é um dos pilares da produção.
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Isadora Cruz (Rosa Pellegrino)
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Thomás Aquino (Josué Alencar)
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Alice Carvalho (Otília Pellegrino)
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Irandhir Santos (Arduíno Alencar)
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Alinne Moraes (Jânia Bandeira)
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Nathalia Dill (Valiana Novaes)
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Marcélia Cartaxo (Generosa Alencar)
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Ítalo Martins (Crispino “Milagre” Alencar)
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Vitor Sampaio (Sabiá Alencar)
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Rodrigo Lelis (Padre?Bida Alencar)
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Theresa Fonseca (Adelzira / Arminda)
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Rodrigo García (Hildebrando “Cheiroso”)
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Alanys Santos (Enedina)
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Carla Salle (Soraia)
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Larissa Bocchino (Ivonete)
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Larissa Góes (Petúnia)
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Luiz Carlos Vasconcelos (Bosco)
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Claudio Jaborandy (Seu Neném)
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Renato Livera (Delegado Laureano)
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Pedro Wagner (Hercílio “Pente Fino”)
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Kelner Macêdo (Zé do Bode)
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Rafael Sieg (Tatarana)
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Marco França (Fabiano, “Sanfoneiro”)
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Nicollas Paixão (Peixinho)
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Ênio Cavalcante (Gasolina)
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Mateus Honori (Lucinio)
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Luan Vieira (Bernardino)
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Márcio Vito (Natanael)
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Romeu Benedicto (Tonhão)
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Duda Santos (Guiomar)
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Suzy Lopes (Celsa)
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Fátima Macedo (Fátima)
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Jéssica Lígia (Luzia)
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Murilo Sampaio (Glauber)
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Kaysar Dadour (Almir)
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Lucas Galvino (Geneton Moraes Neto)
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João Fontenele (Arigó)
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Laíze Câmara (Francisca)
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Luana Oliveira (Zélia)
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Nivaldo Nascimento (Rosendo)
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Vinícius Patrício (Cosme)
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Maria Zenayde (Guilhermina)
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Alana Cabral (Damiana)
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Davi Moreth (Luciano)
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Gustavo Machado (Delegado Novaes)
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Dani Barros (Aniete)
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Danilo Grangheia (Dr. Marinho)
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Cadu Libonati (Vicente)
Participações especiais:
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Alexandre Nero (Miguel Ignácio)
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José de Abreu (Coronel Elói Bandeira)
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Daniel de Oliveira (Idálio Bandeira)
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Markus Konká (Ezequiel Alencar)
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Otávio Müller (Coronel Nogueira / Átila)
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Tuca Andrada (Heleno)
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Mayana Neiva (Linete)
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Heloísa Honein (Maura Weber)
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Aramis Trindade (Coelho Cavalcanti)
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Begê Muniz (Antônio Ferraz)
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Kay Sara (Lurdes)
Com final impactante e coerente, a produção consolida-se como uma das melhores estreias do Globoplay na dramaturgia original.
Fonte:www.glp4.com