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Novo golpe utiliza aplicativos para controlar celulares e esvaziar contas bancárias; confira dicas de proteção.

Foto: Giovane Oliveira/SEMUC PMBV

Um golpe que já era familiar, conhecido por ligações falsas, agora se tornou ainda mais ameaçador. Os criminosos começaram a utilizar aplicativos de acesso remoto para assumir o controle do celular da vítima e realizar transações financeiras, incluindo transferências através do Pix.

A fraude se inicia com uma ligação. O golpista se apresenta como um atendente do banco e convence a pessoa a instalar programas como TeamViewer ou AnyDesk — ferramentas legítimas utilizadas por profissionais de suporte técnico, mas que possibilitam o controle total do dispositivo à distância.

Foto: Giovane Oliveira/SEMUC PMBV

Após a instalação, o criminoso solicita o código de acesso gerado pelo aplicativo. Ao fornecê-lo, a vítima concede o controle do celular, permitindo que o estelionatário acesse aplicativos bancários e efetue transferências, sem que os antivírus ou sistemas de segurança dos bancos consigam impedir.

De acordo com a empresa de cibersegurança Kaspersky, a utilização desses aplicativos disparou desde maio de 2024. Antes, havia menos de 10 detecções mensais; em outubro, esse número ultrapassou mil, mantendo-se acima de 800 por mês.

Como o golpe funciona na prática

Essa tática representa uma evolução do chamado golpe da mão fantasma, no qual o criminoso opera o celular remotamente. Muitas vezes, a vítima acaba colaborando sem perceber, permitindo o acesso ou até efetuando autenticações biométricas (como reconhecimento facial ou impressão digital) durante transferências.

Outro aspecto preocupante é o uso de spoofing: os golpistas fazem com que o número da ligação apareça como se fosse do banco ou do gerente da conta, aumentando a credibilidade da fraude.

A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) enfatiza:

“O banco nunca solicita a instalação de aplicativos remotamente, nem entra em contato por telefone para isso.”

Se houver suspeitas, a orientação é desligar imediatamente e entrar em contato com o banco pelos canais oficiais.

Por que antivírus não detectam o golpe?

Os aplicativos utilizados no golpe são legítimos e estão disponíveis nas lojas do Google e da Apple. Por esse motivo, a maioria dos antivírus não os bloqueia automaticamente. Em algumas situações, podem emitir alertas de “uso potencialmente perigoso”, mas a decisão final fica nas mãos do usuário.

Alguns bancos já começaram a bloquear o acesso ao aplicativo de internet banking caso detectem a presença de softwares como TeamViewer ou AnyDesk no celular, exigindo que esses aplicativos sejam desinstalados antes de permitir o acesso.

Golpes em celulares estão aumentando

Desde a prisão de um cibercriminoso que havia desenvolvido um vírus capaz de modificar transferências Pix automaticamente, o uso desse tipo de malware caiu drasticamente. Contudo, os criminosos migraram para o uso de acesso remoto — técnica que também vem se espalhando pelo exterior.

Um levantamento da Deloitte revelou que, em 2024, 75% das operações bancárias no Brasil foram realizadas via smartphone, tornando esses dispositivos alvos principais dos golpistas.

Como se proteger desse tipo de golpe

  • Desconfie de ligações que solicitam a instalação de aplicativos no celular.
  • Jamais forneça códigos de aplicativos que possibilitam acesso remoto.
  • Nunca realize autenticações biométricas durante chamadas suspeitas.
  • Utilize apenas os canais oficiais do banco.
  • Não preencha formulários de origem duvidosa na internet.
  • Mantenha o celular atualizado e com recursos de segurança ativados.
  • Desligue imediatamente em caso de dúvidas e contate o suporte do banco.

Foi vítima do golpe? Veja o que fazer

  • Entre em contato com o banco o quanto antes.
  • Registre um boletim de ocorrência.
  • Conteste as transações via Pix no aplicativo ou SAC do banco.
  • Documente tudo: registros, conversas e telas são úteis no pedido de estorno.
  • Remova imediatamente o aplicativo de acesso remoto.
  • Troque todas as senhas das contas bancárias e aplicativos no celular.


Um golpe que já era conhecido por ligações falsas, agora ficou ainda mais perigoso. Os criminosos passaram a usar aplicativos de acesso remoto para controlar o celular da vítima e realizar movimentações financeiras, inclusive transferências via Pix.

A fraude começa com uma ligação. O golpista se passa por um atendente do banco e convence a pessoa a instalar programas como TeamViewer ou AnyDesk — ferramentas legítimas, usadas por profissionais de suporte técnico, mas que permitem o controle total do aparelho à distância.

Foto: Giovane Oliveira/SEMUC PMBV

Após a instalação, o criminoso pede o código de acesso exibido pelo app. Ao fornecê-lo, a vítima entrega o controle do celular, e o estelionatário consegue acessar aplicativos bancários e fazer transferências, sem que antivírus ou sistemas de segurança dos próprios bancos consigam impedir.

Segundo a empresa de cibersegurança Kaspersky, o uso desses apps disparou desde maio de 2024. Antes, eram menos de 10 detecções mensais; em outubro, ultrapassaram mil — e seguem acima de 800 por mês.

Como o golpe funciona na prática

Essa tática é uma evolução do chamado golpe da mão fantasma, em que o criminoso opera o celular remotamente. A vítima, muitas vezes, acaba ajudando sem perceber, seja permitindo o acesso ou até fazendo autenticações biométricas (como reconhecimento facial ou impressão digital) durante transferências.

Outro ponto de alerta é o uso de spoofing: os golpistas fazem com que o número da ligação apareça como se fosse do banco ou do gerente da conta, aumentando a credibilidade da fraude.

A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) reforça:

“O banco nunca solicita a instalação de aplicativos remotamente, nem entra em contato por telefone para isso.”

Em caso de suspeita, a recomendação é desligar imediatamente e entrar em contato com o banco pelos canais oficiais.

Por que antivírus não detectam o golpe?

Os apps usados no golpe são legítimos e estão disponíveis nas lojas do Google e da Apple. Por isso, a maioria dos antivírus não os bloqueia automaticamente. Em alguns casos, podem emitir alertas de “uso potencialmente perigoso”, mas a decisão final fica com o usuário.

Alguns bancos já começaram a bloquear o próprio aplicativo de internet banking caso detectem a presença de softwares como TeamViewer ou AnyDesk no celular, exigindo a desinstalação antes de permitir o acesso.

Golpes em celulares estão aumentando

Desde a prisão de um cibercriminoso que havia criado um vírus capaz de alterar transferências Pix automaticamente, o uso desse tipo de malware caiu drasticamente. No entanto, os criminosos migraram para o uso de acesso remoto — técnica que tem se espalhado para fora do Brasil também.

Um levantamento da Deloitte mostrou que, em 2024, 75% das operações bancárias no Brasil foram feitas via smartphone, o que torna esses dispositivos o alvo principal dos golpistas.

Como se proteger desse tipo de golpe

  • Desconfie de ligações pedindo para instalar aplicativos no celular.
  • Jamais forneça códigos de apps que permitem acesso remoto.
  • Nunca realize autenticações biométricas durante chamadas suspeitas.
  • Use apenas os canais oficiais dos bancos.
  • Não preencha formulários de origem duvidosa na internet.
  • Mantenha o celular atualizado e com recursos de segurança ativos.
  • Desligue imediatamente em caso de dúvidas e procure o suporte do banco.

 Foi vítima do golpe? Veja o que fazer

  • Entre em contato com o banco o quanto antes.
  • Registre um boletim de ocorrência.
  • Conteste as transações via Pix no app ou SAC do banco.
  • Documente tudo: registros, conversas e telas ajudam no pedido de estorno.
  • Remova imediatamente o app de acesso remoto.
  • Troque todas as senhas das contas bancárias e apps no celular.





Fonte:Setelagoas.com

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