Essa transação é a principal aposta do governador para não precisar injetar dinheiro novo —que o Distrito Federal não possui— no banco regional, como exige o BC.
O prazo dado pela autarquia para que esse remédio surta efeito é de seis meses. Caso contrário, o BRB correrá risco de liquidação.
A quebra do banco seria um desastre para o governo de Brasília, que já enfrenta restrições de crédito para financiar obras e políticas públicas. Também tem potencial de sepultar a carreira política de Ibaneis, que mira disputar as eleições ao Senado pelo Distrito Federal.
Jogo de cena
Executivos que participam das negociações bancárias pelo BRB afirmam, sob condição de anonimato, que quatro instituições sentaram à mesa: Itaú, Bradesco, Santander e BTG.
Consultados, os quatro bancos não quiseram comentar. Nos bastidores, executivos negam qualquer interesse na carteira advinda do Master. No entanto, todos se mobilizaram em apreciá-la para atender a um pedido do BC.
Fonte: UOL