O Brasil volta a falar de discos voadores nesta terça, 6 de janeiro de 2026. A TV Globo lança “O Mistério de Varginha”, docussérie que revisita a semana em que o Sul de Minas parou e o País aprendeu a pronunciar “Jardim Andere”. A promessa é simples e poderosa: abrir os arquivos, ouvir quem viu e comparar versões, sem perder o ritmo de entretenimento.
O enredo começa com três adolescentes e um terreno baldio. Liliane e Valquíria Silva, ao lado de Kátia Xavier, descrevem a criatura de pele marrom, viscosa, com três protuberâncias na cabeça e olhos vermelhos. A cidade entra em alerta. Viaturas cruzam as ruas, hospitais fecham alas e o policial Marco Eli Chereze morre dias depois, após uma ocorrência ligada ao caso. O impacto vira mito, lenda e pauta de telejornal.
A série atualiza a investigação com tempero dramático. O neurologista Ítalo Venturelli rompe o silêncio e narra a movimentação incomum no Hospital Regional, além de um cheiro forte, entre amônia e enxofre, nas áreas onde militares teriam atuado. As câmeras seguem mapas, linhas do tempo e rotas de viaturas para testar a narrativa oficial.

Há confronto direto com o inquérito de 1997. O documento atribuiu o avistamento a um morador conhecido como Mudinho. A produção coloca a versão sob lupa, cruzando horários, trajetos e relatos de campo. O resultado sustenta o suspense: explicações existem, mas não fecham todas as portas.
O apelo vai além da curiosidade. Varginha virou marca turística, com nave na caixa d”água e ET em monumento. A desconfiança institucional segue como personagem coadjuvante, alimentando teorias e conversas de bar. E há a força dos anos 90, quando o mistério era analógico, a fita chiava e o “Jornal Nacional” ditava o assunto do dia.
Fonte:www.glp4.com