
Com o intuito de desmantelar uma rede criminosa especializada em fraudes relacionadas à transferência e ao financiamento de veículos, que causaram danos financeiros de milhões a uma montadora, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) lançou, nesta semana, a operação Alienactio Ficta. A ação resultou na execução de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão nos estados de Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo.
As investigações foram iniciadas em outubro do ano pasado, após a descoberta pela empresa afetada de transferências fraudulentas envolvendo veículos não comercializados e que permaneciam em seus pátios. A investigação ficou sob a responsabilidade da Divisão Especializada em Prevenção e Investigação a Furto e Roubo de Veículos Automotores (Depifvra) da PCMG.
Entre quarta-feira (4/2) e sexta-feira (6/2), foram executados quatro mandados de prisão preventiva — dois em Santa Catarina, um no Rio de Janeiro e um em São Paulo — além de 14 mandados de busca e apreensão. Quatro veículos de luxo foram confiscados, incluindo um jipe blindado e uma caminhonete. Também houve bloqueio judicial de valores em contas bancárias, além da apreensão de documentos veiculares, celulares e equipamentos de informática.
Segundo o delegado Felipe Fonseca Peres, responsável pela investigação, o esquema continha adulterações sistemáticas nos registros dos veículos. “Foram identificados diversos automóveis com dados falsos inseridos nos sistemas oficiais, permitindo a concessão de financiamentos e a posterior lavagem de dinheiro,” declarou.
Pelo menos 33 veículos de três marcas diferentes apresentaram registros fraudados no Rio de Janeiro e estão sendo repatriados para a titularidade da empresa afetada, por ordem judicial, com retorno a Minas Gerais.
Fraudes
As investigações revelaram que o grupo utilizava credenciais indevidas para emitir a Autorização para Transferência de Propriedade do Veículo Eletrônica (ATPV-e), manipulação de dados falsos, clonagem de placas e chassis, utilização de laranjas e obtenção de financiamentos fraudulentos. O dinheiro era posteriormente disperso e escondido através de operações financeiras complexas.
A organização criminosa funcionava de forma estruturada em núcleos estaduais. O núcleo do Rio de Janeiro operava como o centro de liderança operacional e logística, com movimentações ilícitas que superavam R$ 70 milhões. O núcleo de São Paulo agia como o braço financeiro do esquema, responsável por redistribuir e ocultar os valores, incluindo transferências de mais de R$ 1,2 milhão entre os investigados.
Os quatro indivíduos detidos — dois homens e duas mulheres, com idades entre 22 e 34 anos — confirmaram sua participação no esquema criminoso e descreveram a dinâmica das fraudes durante os depoimentos. Eles foram encaminhados a unidades prisionais nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina.
A investigação continua para identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar a apuração sobre os crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes na transferência e no financiamento de veículos, com prejuízos milionários a uma montadora, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, nesta semana, a operação Alienactio Ficta. A ação resultou no cumprimento de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão nos estados de Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo.
As investigações tiveram início em outubro do ano passado, após a empresa vítima identificar transferências fraudulentas de veículos que nunca haviam sido comercializados e permaneciam em seus pátios. A apuração ficou a cargo da Divisão Especializada em Prevenção e Investigação a Furto e Roubo de Veículos Automotores (Depifvra) da PCMG.
Entre quarta (4/2) e esta sexta-feira (6/2), foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva — dois em Santa Catarina, um no Rio de Janeiro e um em São Paulo — além de 14 mandados de busca e apreensão. Quatro veículos de luxo foram apreendidos, incluindo um jipe blindado e uma caminhonete. Também houve bloqueio judicial de valores em contas bancárias, além da apreensão de documentos veiculares, aparelhos celulares e equipamentos de informática.
De acordo com o delegado Felipe Fonseca Peres, responsável pelas investigações, o esquema envolvia adulterações sistemáticas em registros de veículos. “Foram identificadas dezenas de automóveis com dados fraudulentos inseridos nos sistemas oficiais, permitindo financiamentos e posterior lavagem de capitais”, afirmou.
Ao menos 33 veículos de três marcas diferentes tiveram registros adulterados no Rio de Janeiro e já estão sendo repatriados à titularidade da empresa vítima, por determinação judicial, com retorno para Minas Gerais.
Fraudes
As apurações apontam que o grupo utilizava credenciais indevidamente para emissão de Autorização para Transferência de Propriedade do Veículo Eletrônica (ATPV-e), inserção de dados falsos, clonagem de placas e chassis, uso de laranjas e obtenção de financiamentos fraudulentos. O dinheiro era posteriormente pulverizado e ocultado por meio de operações financeiras complexas.
A organização criminosa operava de forma estruturada por núcleos estaduais. O núcleo do Rio de Janeiro concentrava a liderança operacional e logística, com movimentação ilícita superior a R$ 70 milhões. Já o núcleo de São Paulo atuava como braço financeiro do esquema, responsável por redistribuir e ocultar valores, incluindo transferências superiores a R$ 1,2 milhão entre investigados.
Os quatro presos — dois homens e duas mulheres, com idades entre 22 e 34 anos — confirmaram participação no esquema criminoso e detalharam a dinâmica das fraudes durante os depoimentos. Eles foram encaminhados a unidades prisionais nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina.
As investigações prosseguem para identificar outros eventuais envolvidos e aprofundar a apuração dos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa.