“Ele vibrava o tempo todo. Fazia questão de se dedicar ao trabalho e demonstrar o orgulho que sentia pela profissão.” As palavras emocionadas são de Arlete Alves, irmã do policial penal Euler Oliveira Pereira Rocha, de 42 anos,
assassinado pelo detento Shaylon Cristian Ferreira Moreira, de 24, durante uma escolta no Hospital Luxemburgo
A despedida
aconteceu no Cemitério da Paróquia Nossa Senhora da Piedade, no Centro de Justinópolis, em Ribeirão das Neves
Arlete também revelou que Euler já havia escoltado o mesmo detento em outras ocasiões. “Sinceramente, neste momento, eu estou com ódio dele. Queria entender o que se passou na cabeça desse homem. Por que ele fez isso com o meu irmão? Ontem soube que meu irmão o acompanhou várias vezes na UPA. E eu via como ele tratava essas pessoas — com respeito, com humanidade. Ele estava ali para proteger”, desabafou.
Pai de três filhos — de 18, 13 e 5 anos —, Euler era extremamente presente na vida das crianças. A irmã conta que o filho caçula ainda não compreende o que aconteceu. Já o mais velho, embora esteja se esforçando para cuidar do irmão menor, parece em estado de choque. “Acho que ele nem assimilou ainda. Por isso, nem chora”, relatou Arlete.
Entenda o caso
Euler Oliveira foi morto dentro do Hospital Luxemburgo enquanto
escoltava o detento Shaylon Ferreira, internado havia três dias
Usando a farda do policial penal, Shaylon enganou os funcionários e deixou o hospital pela porta da frente. Ele fugiu em um carro de aplicativo, mas foi preso pela Polícia Militar nas proximidades.
Fonte: Itatiaia