O corpo do presidiário Jean Carlos Ribeiro Teixeira, de 34 anos, foi enterrado no começo da tarde desta quinta-feira (31) no Cemitério do Canal, em Ibirité, na Grande BH.
Ele estava preso na Penitenciária de Formiga, na região Centro-Oeste de Minas Gerais, e foi encontrado morto na manhã dessa quarta-feira (30). Ele foi assassinado e esquartejado por outros detentos.
Segundo o boletim de ocorrência, os policiais penais deram falta do preso durante a chamada nominal, no Pavilhão Fechado 1. Foi neste momento que os presos da cela disseram que ele estava morto no banheiro.
Um dos detentos, de 31 anos, confessou o crime, dizendo que matou e esquartejou o colega de cela. Outros dois presos, de 31 e 26 anos, foram arrolados no BO como coautores. O registro policial não cita uma possível motivação para o crime.
A reportagem da Itatiaia ouviu familiares do detento assassinado, que são de Betim, na Grande BH. Eles contaram que Jean estava no sistema prisional há cerca de 6 anos, por associação ao tráfico, e já foi transferido de unidade várias vezes.
Os parentes afirmaram que foram muito mal recebidos no presídio de Formiga, e não conseguiram contato em um primeiro momento. Depois, chegaram a receber a informação de que o homem tinha apenas passado mal.
Eles também contam que chegando lá, os restos mortais já estavam sendo preparados para que Jean fosse enterrado como indigente. A família cobra uma resposta das autoridades.
“Eu tenho que pedir os direitos humanos para ir lá na cadeia, interditar a cadeia. Os banheiros das visitas não têm condição nenhuma. As mães, as idosas não têm como usar, não têm como sentar. Não pode entrar nenhuma água, não pode entrar nenhuma comida. Eu queria que a justiça seja feita, contra o interno, não pelo estado que ele se encontrava, com as mãos cortadas, o pescoço cortado e a perna cortada e e eles levando levaram ele para o cemitério para ser para ser enterrado como indigente”, desabafou José Carlos Teixeira, pai do Jean Carlos Ribeiro Teixeira.
A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e aguarda retorno.
Fonte: Itatiaia