Partido acusa deputado licenciado de articular com autoridades dos EUA para pressionar o governo Lula e interferir em decisões do Judiciário brasileiro
O Partido dos Trabalhadores (PT) apresentou, nesta quinta-feira (10/7) uma petição ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados solicitando a cassação do mandato parlamentar de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está licenciado e reside nos Estados Unidos (EUA). A sigla acusa o deputado de cometer “ato de afronta explícita à soberania nacional” ao defender sanções norte-americanas contra o Brasil.
A medida vem após declarações públicas de Eduardo, que admitiu ter feito uma interlocução com autoridades norte-americanas, como o presidente Donald Trump. Pouco depois, Trump anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, em um gesto que foi lido como resposta política aos processos enfrentados por Jair Bolsonaro no Brasil.
Veja as fotos

Eduardo Bolsonaro critica ação da PGRReprodução/Agência Brasil

Jair Bolsonaro e Eduardo BolsonaroReprodução

Eduardo Bolsonaro rebate membro do PL contrário a anistiaReprodução/Câmara dos Deputados

Em carta a Lula, Trump impõe tarifa de 50% e sai em defesa de Jair BolsonaroReprodução/Portal LeoDias

Donald Trump na Casa BrancaReprodução poder360.com.br

Eduardo BolsonaroReprodução: Instagram @bolsonarosp
Na avaliação do PT, a suposta articulação teve como objetivo pressionar o Judiciário brasileiro e criar constrangimento internacional ao governo Lula. O partido afirma que Eduardo usou sua condição de parlamentar para favorecer interesses pessoais e políticos, entre eles, a tentativa de blindar o pai, Jair Bolsonaro, investigado por tramar um golpe de estado.
Eduardo já é alvo de um inquérito no Supremo que investiga a atuação do parlamentar junto a autoridades políticas norte-americanas com o intuito de levantar ataques a entidades e autoridades brasileiras.
Segundo a representação assinada pelos senadores Humberto Costa e Lindbergh Farias, o deputado feriu princípios constitucionais ao agir contra a soberania do país e ao recorrer a uma potência estrangeira para influenciar decisões internas. O PT considera a atitude como um “ataque institucional sem precedentes”.
A legenda pede que a ação seja somada a outra já em análise no colegiado e que, ao fim do processo, Eduardo Bolsonaro perca o mandato parlamentar.
Fonte: Portal Leo Dias