
Luiza Luh nunca chegou ao palco por acaso. Antes de se firmar como cantora Pop/Funk, a artista passou anos se formando em canto, dança e teatro ainda na infância, um processo que moldou não apenas sua técnica, mas a forma como ela se comunica com o público. Hoje, essa base aparece de maneira natural em suas apresentações, onde corpo, voz e interpretação caminham juntos.
“No palco, eu não consigo separar uma coisa da outra. Eu entrego corpo, voz e emoção juntos”, explica. Para Luiza, o teatro trouxe presença e verdade, a dança deu consciência corporal e o canto sempre foi o espaço onde ela se sente mais honesta consigo mesma. “Me sinto completa justamente por ter vivido tudo isso desde pequena.”
Ao longo da trajetória, essa construção foi atravessada por encontros importantes. Entre eles, o mais marcante foi com Preta Gil. O momento aconteceu quando Luiza enfrentava dificuldades e pensava seriamente em desistir da carreira. “Ela me deu a oportunidade de cantar com ela numa fase muito difícil da minha vida. Sem saber de nada do que eu estava passando, me acolheu. Aquilo mudou tudo.”
Outros nomes também ajudaram a moldar sua identidade artística. Artistas como Naldo, MC Kevinho, MC Marcinho, MC Sapão, Perlla, Valesca Popozuda e MC Andinho reforçaram, para Luiza, a força do funk como linguagem direta, popular e potente. Já a experiência com Steve B trouxe um novo olhar. “Foi quando entendi uma visão de carreira mais global, sem fronteiras, onde o funk melody e o freestyle ainda têm muita força.”
Essa soma de vivências ganhou projeção nacional em 2025, quando sua versão em funk de “Water” explodiu nas redes sociais, alcançou o Top 1 Viral do Instagram e chegou até ao BBB. O impacto foi imediato, mas a dimensão real só veio depois. “A ficha caiu quando vi pessoas que eu não conhecia, de outros estados e até de fora do país, usando o áudio.” A presença da música no reality marcou um ponto de virada. “Ali eu entendi que não era só uma versão viral, era um movimento.”
Paralelamente, Luiza passou a integrar o projeto BRUSA, que aproximou sua arte do mercado norte-americano e ampliou sua visão sobre som, estética e posicionamento. “Isso abriu muito minha cabeça. Hoje penso minha música de forma mais global, mas sem perder minha identidade carioca.” A experiência influenciou diretamente os próximos lançamentos, que devem explorar ainda mais essa mistura entre o funk brasileiro e referências do pop internacional.
Com discursos que atravessam empoderamento, sensualidade e autenticidade, Luiza vive uma fase de amadurecimento artístico e prefere segurar detalhes sobre o próximo single. A ideia é deixar que a música fale por si, no momento certo. Por enquanto, ela segue colhendo os frutos de uma trajetória construída passo a passo, com verdade e presença — dentro e fora do palco.
Fonte:www.glp4.com