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Renato Livera se impõe como Laureano em Guerreiros do Sol com atuação fria, exata e incômoda



No ar em Guerreiros do Sol, o ator Renato Livera não tenta agradar. Como Laureano, delegado com ar de autoridade natural e olhar opaco, ele entrega uma atuação que incomoda. E isso é um elogio.

Enquanto muitos personagens da trama vibram em melodrama ou emoção pulsante, Livera escolhe a contenção. E acerta em cheio. Laureano não tem carisma nem redenção e o ator não força isso. Ao contrário: ele constrói um tipo seco, duro, que impõe respeito pela ameaça silenciosa.

Um ator que sabe a hora de cortar

Há algo de calculado em cada gesto. Livera domina a pausa, o tom de voz quase sempre linear, a rispidez não escancarada. É o tipo de atuação que corre o risco de passar despercebida por quem espera grandes rompantes mas que, para quem assiste com atenção, revela domínio absoluto da cena.

Ele sabe cortar o texto no tempo certo. Sabe olhar e não dizer. Sabe travar o corpo e ainda assim comunicar tensão. O Laureano de Livera não é complexo porque tem múltiplas camadas emocionais – ele é complexo justamente por ser opaco. É um personagem que não explica o que sente. E o ator sustenta isso até o fim.

Renato Livera recebe Nota 10 com total mérito. Em Guerreiros do Sol, ele entrega uma das atuações mais precisas da novela. Não pelo impacto, mas pelo desconforto persistente. Laureano fica. Porque a frieza fica. E Livera entende isso como poucos.





Fonte:www.glp4.com

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