PUBLICIDADE

Rumo ao Oscar 2026: Brasil brilha nas longlists do BAFTA e PGA define favoritos



O BAFTA revelou suas pré-listas e dois nomes brasileiros ganharam destaque imediato.

“O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, avançou nas categorias de Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Melhor Roteiro Original. O longa consolida sua trajetória sólida na temporada e reforça a presença brasileira entre os títulos mais respeitados do ano. Mesmo sem uma indicação individual de atuação neste momento, o filme mantém Wagner Moura como um dos nomes mais comentados do circuito internacional.

“Apocalipse nos Trópicos”, novo documentário de Petra Costa, garantiu lugar na longlist de Melhor Documentário. A indicação reafirma o prestígio da diretora junto à academia britânica após o impacto global de “Democracia em Vertigem” e confirma sua força como uma das vozes documentais mais relevantes do cinema contemporâneo.

Outro destaque brasileiro vem da área técnica. O diretor de fotografia Adolpho Veloso foi lembrado pelo trabalho em “Sonhos de Trem” (Train Dreams), ampliando a presença do Brasil também nos bastidores das grandes produções internacionais.

PGA Awards: o termômetro real de Melhor Filme

Se o BAFTA aponta prestígio artístico, o PGA Awards costuma indicar quem realmente tem chances concretas de vencer o Oscar de Melhor Filme. Historicamente, produções que ficam de fora do PGA raramente conquistam a estatueta principal.

Entre os destaques deste ano estão:

  • Os líderes da temporada: “Uma Batalha Após a Outra”, de Paul Thomas Anderson, e “Sinners”, de Ryan Coogler, confirmam o favoritismo e aparecem como forças dominantes na corrida.

  • A força de “Hamnet”: o longa dirigido por Chloé Zhao surge como um dos títulos mais bem posicionados entre os produtores, consolidando-se como aposta segura.

  • Surpresas e blockbusters: títulos como “Wicked: Para Sempre” e “Avatar: Fogo e Cinzas” aparecem na disputa, mostrando que o PGA de 2026 abriu espaço para o sucesso comercial de 2025 sem ignorar ambição artística.

Por que isso importa para o Oscar?

O PGA utiliza o mesmo sistema de votação preferencial adotado pelo Oscar na categoria de Melhor Filme. Estar entre os indicados significa contar com o apoio direto dos produtores, grupo que exerce enorme influência dentro da Academia.

Já as longlists do BAFTA funcionam como um termômetro essencial do voto europeu, que representa uma fatia significativa dos membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Performar bem nos dois campos é, hoje, um dos caminhos mais sólidos rumo ao Oscar.

Com filmes e profissionais brasileiros figurando nesse estágio da disputa, o país não apenas participa da temporada. Ele influencia o debate. E, em um ano cada vez mais competitivo, isso pode fazer toda a diferença quando as indicações finais forem anunciadas.



Fonte:www.glp4.com

Leia mais