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Sampaoli ganha ‘nova arma’ para suprir ausência de Cuello no Atlético


A
lesão de Tomás Cuello
foi um golpe duro para o técnico Jorge Sampaoli. O argentino de 25 anos era um dos atacantes de melhor desempenho do Atlético nesta temporada e dificilmente voltará a jogar em 2025. Entretanto, o comandante ganhou uma grata surpresa para a posição.

Sampaoli surpreendeu ao colocar Caio no lugar de Cuello no
empate com o Bolívar-BOL
na última quarta-feira (17). O jogador vinha sendo contestado e chegou a ser terceira opção para substituir Guilherme Arana quando Rubens ainda estava no elenco atleticano.

Para se ter ideia, a última vez que Caio havia entrado em campo foi na derrota para o São Paulo em 24 de agosto.

Porém, mesmo tendo Júnior Santos, Dudu, Biel e Bernard para a posição, Sampaoli preferiu apostar em Caio. O fato do ala estar descansado e 100% fisicamente certamente pesou na decisão do treinador, pensando também no próximo compromisso contra o Botafogo neste sábado (19).

A grata surpresa é a boa atuação de Caio contra o Bolívar. Durante 54 minutos, ele teve, segundo a plataforma especializada em estatística Sofascore:

  • 23 ações com a bola
  • 7 passes certos (de 10) – 70% de aproveitamento
  • 1 passe decisivo
  • 1 finalização no gol
  • 3 dribles certos (de 4)
  • 4 duelos no chão ganhos (de 6)
  • 1 duelo aéreo ganho (de 2)
  • 1 falta cometida
  • 1 falta sofrida

Caio já demonstrou seu valor em outros momentos da carreira. Inclusive, teve uma boa atuação em 2023, ano em que conquistou a Copa do Brasil com o São Paulo batendo o Flamengo de Sampaoli na final. O ala foi liderou em dribles certos do Tricolor, com 111, segundo o Sofascore, naquela temporada, e também marcou um gol decisivo sobre o Palmeiras nas quartas de final da Copa do Brasil, evitando que a decisão caminhasse para as penalidades.

A boa atuação contra o Bolívar na altitude foi um sinal de que Sampaoli pode recuperar o jogador e torná-lo útil não apenas para substituir Arana na lateral-esquerda, mas também para ser uma opção para a ponta-esquerda.

No Atlético, Caio atuou no ataque duas vezes este ano, ainda sob o comando do técnico Cuca:

  • Substituiu Cuello na goleada por 4 a 0 sobre o América no Campeonato Mineiro
  • Substituiu Rony na vitória por 2 a 0 sobre o Inter no Campeonato Brasileiro

Jejum do ataque do Atlético

Nenhum atacante atleticano marcar gols desde 14 de agosto, quando Tomás Cuello e Hulk marcaram os gols da
vitória sobre o Godoy Cruz-ARG na Copa Sul-Americana.

Contando apenas o Campeonato Brasileiro, o jejum dos atacantes é ainda maior. A última vez que um nome de ataque do Atlético estufou as redes no Brasileirão foi em 20 de julho, quando Hulk marcou dois gols de falta na
derrota para o Palmeiras no Allianz Parque
, em São Paulo.

  • Hulk: último gol foi em 14/08, contra o Godoy Cruz – 16 gols e quatro assistências em 42 jogos na temporada
  • Rony: último gol foi em 01/06, contra o Ceará – 10 gols em 44 jogos na temporada
  • Dudu: ainda não marcou gol com a camisa do Atlético
  • Júnior Santos: último gol foi em 12/06, contra o Inter – dois gols e uma assistência em 28 jogos na temporada

Além desses, nomes como Biel, Cadu, João Marcelo, Isaac e Caio Maia (lesionado) ainda não marcaram gols e nem foram utilizados por Sampaoli.

Num momento em que atacantes estão em baixa – nenhum atacante marca desde 14 de agosto –, Caio se torna uma “nova arma” para o técnico argentino.

Próximo jogo

Sem vencer há cinco partidas no Campeonato Brasileiro, o Atlético volta a campo neste sábado (20) e encara o Botafogo pela 24ª rodada. Os times se enfrentam a partir das 18h30 (de Brasília), no estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro.

O Galo tenta se distanciar da zona de rebaixamento, na 13ª posição, com 25 pontos, três a menos que o Vitória, que abre o Z4, enquanto o Botafogo buscar ingressar o G4, na quinta colocação, com 36, três a menos que o Mirassol, quarto colocado.





Fonte:
Itatiaia

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