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Sandrão fala ao Domingo Espetacular e nega ter ordenado a morte de adolescente de 14 anos: “Eu não matei ele”



Sandrão, condenada a 27 anos de prisão pelo sequestro e morte de Talisson Vinícius da Silva Castro, de 14 anos, voltou a falar publicamente sobre o caso. A entrevista, exibida neste domingo pelo Domingo Espetacular e conduzida por Roberto Cabrini, reacendeu um dos crimes que mais chocaram Mogi das Cruzes no início dos anos 2000.

O caso ocorreu em 2003, quando Talisson foi sequestrado e mantido em cativeiro por três dias. À época, a quadrilha exigiu inicialmente R$ 40 mil de resgate valor que depois foi reduzido ao perceberem que a família não teria condições de pagar. Mesmo assim, o adolescente foi executado com um tiro na cabeça e abandonado em um terreno baldio.

A Justiça concluiu que Sandrão participou ativamente do sequestro e das negociações, mas não da execução. Ainda assim, ela foi condenada por extorsão mediante sequestro seguido de morte, crime considerado hediondo. Atualmente, cumpre pena em regime mais brando após progressões concedidas nos últimos anos.

As falas da entrevista

Durante a conversa com Cabrini, Sandrão manteve a versão de que participou da operação criminosa, mas não ordenou nem presenciou o assassinato.

Quando confrontada com as acusações, Cabrini pergunta:

“Que você extorquiu, que você sequestrou e que você matou… você tem consciência disso?”

Ela responde:

“A Justiça entendeu que eu fazia parte disso, não que fui eu que fiz.”

Ao ser questionada diretamente se matou o adolescente, a condenada nega:

“Não. Eu não matei ele.”

Sandrão admite, porém, ter tido participação efetiva no sequestro:

“Eu fiz a ligação. Eu participei de algo. Eu participei de um crime.”

Cabrini insiste na pergunta:

“Você mantém que não deu ordem para o assassinato dele, um menino de apenas 14 anos?”

Ela responde:

“Não, não dei.”

O jornalista continua:

“Não foi você que deu o tiro?”

Sandrão: “Não fui eu.”

Cabrini: “Nem mandou atirar?”

Sandrão: “Não, e nem estava lá.”

O peso da perda

Em um momento de forte carga emocional, Sandrão reconhece a dimensão irreparável do crime:

“Uma mãe perdeu um filho. É imensurável.”

Cabrini pergunta o que ela diria à mãe de Talisson, Mira Lutaz. A resposta é breve e contida:

“É difícil o que dizer. Não sei se eles queriam ouvir alguma coisa de mim. Mas a única coisa que me vem é: “me desculpa”. Por ter participado de algo que deu uma dor tão terrível a vocês e ter tirado a vida do filho de vocês. Só isso.”

Um crime que marcou a cidade e segue vivo na memória

O sequestro e morte de Talisson Vinícius marcaram profundamente a região de Mogi das Cruzes. As investigações da época apontaram que a escolha do adolescente teve motivação banal: a quadrilha acreditava que a família possuía bens suficientes para pagar o resgate.

O desfecho brutal, mesmo após tentativas de negociação, levou o caso a grande repercussão nacional e fortaleceu debates sobre violência urbana, vulnerabilidade social e impunidade.

Anos depois, com a repercussão de séries e reportagens sobre o presídio de Tremembé e, agora, com a entrevista ao Domingo Espetacular, a história volta ao centro das atenções — relembrando não apenas a punição, mas, sobretudo, a dor permanente da família da vítima.



Fonte:www.glp4.com

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