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Santa Casa de BH realiza mutirão de cirurgia que minimiza efeitos do Parkison


A Santa Casa de Belo Horizonte fez um mutirão de
cirurgia com pacientes com Parkinson
nesta quarta-feira (25). A instituição é o único hospital do país que faz o procedimento pelo
Sistema Único de Saúde (SUS)
. Trata-se de um implante que minimiza os sintomas da doença, que não tem cura.

O médico neurocirurgião funcional Júlio Almeida explica que trata-se de “um implante de um dispositivo com uma espécie de marca-passo cerebral”. O equipamento regula a atividade do cérebro com impulsos elétricos de alta frequência ao longo do dia todo.

Com o uso dessa espécie
marca-passo, o paciente “treme menos, a velocidade dos movimentos aumenta, ele fica menos rígido e muitas vezes a gente consegue até reduzir um pouco da medicação e dos efeitos colaterais que essa medicação pode trazer”, explica o médico.

O equipamento, que fica por baixo da pele, também pode ser uma alternativa para “transtornos alimentares, como a anorexia nervosa, obesidade, transtorno de comportamento, como agressividade refratária, compulsão por jogo, adicção a drogas”, lista o profissional. Porém, esses tratamentos ainda estão em fases de estudo. “Nesse momento é uma terapia que é aprovada para os distúrbios de movimento, para epilepsia e para o transtorno obsessivo-compulsivo”, afirma.

O que é a doença de Parkinson?


Parkinson
é uma doença degenerativa, que ataca o sistema motor, provocando rigidez dos músculos e também tremores em excesso. O paciente ainda sofre com declínio da capacidade cognitiva e dificuldades na fala.

A doença acomete entre 100 e 200 indivíduos a cada 100 mil habitantes com mais de 40 anos no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde. Essa incidência aumenta quando as pessoas chegam à terceira idade.





Fonte: Itatiaia

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