
Servidores do Samu 192 de Belo Horizonte realizaram um protesto na manhã desta quarta-feira (22) em frente à prefeitura, na Avenida Afonso Pena, no Centro da capital. Eles reagem à decisão do Executivo de não renovar os contratos de cerca de 25% dos técnicos de enfermagem das Unidades de Suporte Básico (USBs), que vencem no dia 1º de maio, feriado do Dia do Trabalho.
Uniformizados, os manifestantes gritam palavras de ordem como “Salve o Samu!” e “Ão, ão, ão, cadê o Damião?”, cobrando a presença do prefeito Álvaro Damião (União Brasil) para negociar. A prefeitura, por sua vez, afirma que os 34 profissionais foram contratados temporariamente durante a pandemia de covid-19 e que os contratos não serão renovados.
Com a redução, as ambulâncias do Samu vão operar com apenas um técnico de enfermagem por turno, além do condutor. Hoje, cada unidade conta com dois técnicos nos turnos diurno e noturno. A Secretaria Municipal de Saúde informou que 13 USBs funcionarão com um único técnico e outras nove manterão dois profissionais por plantão. O total de ambulâncias em circulação, segundo a pasta, não será reduzido.
A portaria federal nº 2.028/2002 estabelece que a equipe mínima para uma USB é de um técnico e um condutor – modelo já adotado em outras cidades e que agora será aplicado em Belo Horizonte. A prefeitura diz que as escalas serão reorganizadas para garantir o atendimento.
Entidades como o Sindicato dos Médicos (Sinmed) e o Conselho Regional de Medicina (CRM-MG) divulgaram nota conjunta alertando para o risco de “colapso” do serviço de saúde na capital. A categoria pede que o plano de cancelamento seja revisto. A prefeitura não se manifestou sobre eventual sobrecarga dos funcionários ou piora no atendimento.
Fonte: BH 24 Horas