As siderúrgicas de Sete Lagoas e sua região, reconhecidas como importantes produtoras de ferro-gusa – insumo vital na fabricação de aço –, atravessam um dos períodos mais difíceis de sua história recente. Após mais de nove meses operando com prejuízos acumulados e enfrentando a exaustão do capital e da capacidade de crédito, o setor considera medidas drásticas: paralisação total ou redução significativa das atividades.

Conforme o empresário Willian Reis, a situação financeira das empresas atingiu seu limite. O cenário se complica por fatores internos e externos, como as altas taxas de juros, a sobretaxa dos EUA, o aumento das importações de aço e a possível elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). “Estamos no limite. Os custos superam o valor de venda. Não há mais margem para sustentar as operações”, declarou.
Paralisação pontual
Recentemente, 18 siderúrgicas da região, que geram cerca de 3.500 empregos, realizaram uma paralisação pontual em protesto contra as condições de mercado. Segundo Reis, o movimento foi eficaz e ajudou a segurar a queda nos preços do ferro-gusa, especialmente no mercado interno, dominado por apenas dois grandes compradores – ArcelorMittal e Gerdau. “Ninguém deseja ver a cadeia produtiva parar, mas estamos muito próximos disso”, alertou o empresário.
Ainda que haja uma leve estabilização nos preços, o prejuízo continua sendo significativo. O custo médio de produção do ferro-gusa varia entre R$ 2.200 e R$ 2.300 por tonelada, enquanto o preço de venda no mercado interno caiu para R$ 1.900, resultando em um prejuízo de R$ 200 a R$ 300 por tonelada produzida. No mercado externo, o valor subiu de US$ 385/t para US$ 400/t, mas ainda está distante dos US$ 485/t registrados antes da imposição das tarifas americanas.
Encontro no Sindifer
Diante dessa situação, uma reunião decisiva ocorrerá no dia 10 no Sindicato da Indústria do Ferro no Estado de Minas Gerais (Sindifer). O encontro contará com representantes das empresas de Sete Lagoas e do Centro-Oeste, com a pauta principal sendo a difícil decisão entre manter a produção em níveis mínimos ou suspender completamente as atividades.
Entretanto, encontrar um consenso não será tarefa simples. Existem cerca de 23 siderúrgicas operando na região e quase 40 se incluídas as do Centro-Oeste, cada uma com estruturas e realidades de mercado diferentes. Algumas possuem operações diversificadas em outros segmentos.
Com informações do Diário do Comércio
As siderúrgicas de Sete Lagoas e região, reconhecidas como importantes produtoras de ferro-gusa – insumo essencial para a produção de aço –, vivem um dos momentos mais críticos de sua história recente. Após mais de nove meses operando com prejuízos acumulados e diante da exaustão do caixa e da capacidade de crédito, o setor estuda medidas drásticas: uma paralisação total ou a redução significativa das atividades.

De acordo com o empresário Willian Reis, a situação financeira das empresas chegou ao limite. O cenário é agravado por fatores externos e internos, como as altas taxas de juros, a sobretaxa imposta pelos Estados Unidos, o aumento das importações de aço e a possível elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). “Estamos no limite. Os custos são mais altos que o valor de venda. Já não há margem para sustentar as operações”, afirmou.
Paralisação pontual
Recentemente, 18 siderúrgicas da região, responsáveis por cerca de 3.500 empregos, realizaram uma paralisação pontual em protesto contra as condições de mercado. O movimento, segundo Reis, teve impacto: conseguiu segurar a queda nos preços do ferro-gusa, especialmente no mercado interno, onde apenas dois grandes compradores – ArcelorMittal e Gerdau – dominam as negociações. “Ninguém quer ver a cadeia produtiva parar, mas estamos muito perto disso”, alertou o empresário.
Mesmo com a leve estabilização dos preços, o prejuízo ainda é alto. O custo médio de produção do ferro-gusa varia entre R$ 2.200 e R$ 2.300 por tonelada, enquanto o preço de venda no mercado interno caiu para R$ 1.900 – uma diferença que representa um prejuízo entre R$ 200 e R$ 300 por tonelada produzida. No mercado externo, o valor, que chegou a US$ 385/t, subiu para US$ 400/t, mas ainda está longe dos US$ 485/t registrados antes da imposição das tarifas americanas.
Encontro no Sindifer
Diante da situação, uma reunião decisiva será realizada no próximo dia 10 no Sindicato da Indústria do Ferro no Estado de Minas Gerais (Sindifer). O encontro contará com a participação de representantes das empresas de Sete Lagoas e do Centro-Oeste, e terá como pauta principal a difícil decisão entre manter a produção em níveis mínimos ou suspender completamente as atividades.
O consenso, porém, não será simples. Há cerca de 23 siderúrgicas operando na região e quase 40 quando incluídas as do Centro-Oeste, cada uma com estruturas, mercados e realidades distintas. Algumas, inclusive, têm operação diversificada em outros segmentos.
Com informações Diário do Comércio
Fonte:Setelagoas.com