A marcha do IBC-Br, nos primeiros cinco meses do ano, comprova que a economia avançou, no período, puxada pela agropecuária. Com o fim da colheita da safra de soja em abril, o setor registrou retração de 4,2% em maio, na comparação com abril. Quedas no volume de atividade do agro são previstas pelo menos até agosto.
Mas também os outros setores econômicos apresentaram movimentos mais moderados em maio. O grupo ex-agro recuou 0,3% no mês. Na verdade, conforme análise da consultoria MCM 4intelligence, os segmentos produtivos mais aderentes ao ciclo econômico têm apresentado ritmo menor de crescimento desde fins de 2024.
Esses setores e segmentos com comportamento mais sensíveis às variações da atividade observaram crescimento médio mensal de 0,06%, de setembro de 2024 a maio de 2025, depois de avançarem 0,45%, na média mensal do período análogo anterior, ou seja, de outubro de 2023 a setembro de 2024. O recuo é considerável.
Tendência de queda
A tendência de queda do crescimento deve ficar ainda mais evidente já a partir dos números da atividade econômica do segundo trimestre do ano. As projeções no mercado financeiro, para o IBC-Br de junho são de alta de 0,5%, com recuo do avanço, em relação a junho de 2024, para 1,9%.
Se essa projeção se confirmar, pelo IBC-Br, o crescimento no segundo trimestre, sobre o primeiro trimestre, ficará em 0,4% (2,5% interanual), alinhado com as projeções de expansão do PIB (Produto Interno Bruto) no período, atualmente em 0,5% (2,4% interanual). Seria uma freada brusca na comparação com a expansão de 1,4%, registrada no primeiro trimestre.
Fonte: UOL