Três homens, dois de 62 anos e um de 51, foram indiciados por estelionato, associação criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Grupo é acusado de praticar golpe milionário contra empresários paulistas, em
Belo Horizonte
São Paulo
Segundo apuração da
Polícia Civil
‘Modus operandi’
O golpe foi articulado a partir de Belo Horizonte, onde os membros da organização criminosa criaram uma empresa falsa de investimentos financeiros. Nomes, documentos falsos, perfis empresariais em redes sociais, sede física e sites de fachada foram utilizados para atrair investidores e dar aparência de legalidade.
Os criminosos prometiam rendimento elevado por meio de transações com moeda estrangeira. O golpe começava com o investigado de 51 anos. Ele atuava como captador das vítimas e ligava para os alvos, se passando por funcionário de instituições bancárias. O suspeito convencia as pessoas a entregarem dinheiro vivo como forma de “verificação” ou “atualização bancária”.
Depois de convencida, a vítima era incentivada a entregar o valor a um suposto motoboy. Este, na verdade, era o outro integrante do grupo criminoso, de 61 anos. Responsável por buscar o dinheiro em espécie na casa das vítimas, ele repassava o material para o terceiro investigado, da mesma idade, que realizava a troca do dinheiro verdadeiro por cédulas cenográficas, devolvidas à vítima como se fossem o valor analisado.
Vítimas de São Paulo foram convencidas a viajar até BH
A apuração da Polícia Civil descobriu que as duas vítimas, residentes em Marília e Garça, ambos municípios do estado de São Paulo, foram convencidas a viajar até Belo Horizonte para uma suposta assinatura de contrato e visualização do capital envolvido na transação em agosto de 2022.
Durante o processo, os empresários tiveram acesso a cerca de R$ 6 milhões em cédulas que, posteriormente, foram identificadas como dinheiro cenográfico. “Um contrato falso foi assinado, e as vítimas realizaram transferências que somaram quase R$ 4 milhões à organização criminosa”, detalhou o delegado Rafael Faria, responsável pela investigação.
Os policiais também descobriram que os suspeitos utilizaram contas de terceiros para movimentar os valores obtidos com o golpe. “Também foi identificado o uso de empresas de fachada e a aquisição de bens com indícios de ocultação de patrimônio”, complementou Faria.
Inquérito
O inquérito foi concluído pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), que remeteu as descobertas ao Poder Judiciário. As investigações contaram com apoio da Delegacia Regional de Juiz de Fora e da Polícia Civil do Estado de São Paulo.
Mesmo com a conclusão do inquérito, as investigações agora seguem em desdobramentos relacionados com a atuação do grupo criminoso.
*Sob supervisão de Enzo Menezes
Fonte: Itatiaia