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Tarifaço de Trump ao Brasil começa a valer; o que acontece agora?


Mas o tarifaço vai respeitar algumas datas. “Estão livres da tarifa adicional as cargas embarcadas no Brasil até 7 dias após a ordem executiva de 30 de julho, desde que entrem nos EUA até 5 de outubro”, disse em nota o Ministério do Desenvolvimento.

Essas mercadorias não precisam ter sido embarcadas antes do decreto, publicado em 30 de julho, mas antes do horário de sua vigência. “Os produtos que foram embarcados no dia 6 de agosto até as 0h59 aqui no Brasil, por exemplo, estão isentas”, diz o professor. Mercadorias já armazenadas nos EUA também estão isentas. “Mas precisam ser retiradas para consumo até 5 de outubro”, diz Santos Filho. O tributarista Morvan Meirelles Costa Junior, do Meirelles Costa Advogados, completa: “Uma vez que sua saída dos armazéns para consumo ultrapasse essa data e horário, estarão sujeitos à sobretaxa de 50%”.

Taxas impactam 95 categorias de produtos, que somam mais de 3,8 mil itens específicos. O número considera as vendas brasileiras para os EUA no ano passado, dee acordo com dados da Comissão de Comercial Internacional dos EUA.

Brasil é o maior tarifado

O presidente Lula com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad
O presidente Lula com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Brasil tem o maior percentual de tarifas extras. No último dia 30, o país recebeu um adicional de 40% sobre a tarifa extra de 10% anunciada em abril. Foram excluídos desse adicional, no entanto, 694 produtos brasileiros, como suco de laranja, aviões, castanhas, gás natural e fertilizantes. Essas e outras exceções equivalem a 45% dos produtos brasileiros exportados para os EUA, de acordo com os cálculos da Câmara Americana de Comércio no Brasil.



Fonte: UOL

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