
Por Oliveira Lima
Os campeonatos estaduais há muitos anos se tornaram um grande entrave na vida dos grandes times brasileiros, o chamado G12, composto pelos mineiros Atlético e Cruzeiro; os gaúchos Grêmio e Internacional; os cariocas Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo, que têm competições importantes e que realmente interessam na temporada e o Estaduais só atrapalham, pois num calendário apertado, ocupam o período em que estes times estariam fazendo suas pré-temporadas, essenciais para suportar todo o ano, com as competições nacionais e internacionais.
E por interesses meramente políticos e financeiros de outras entidades, esses 12 times viram escravos dessas entidades, jogando os estaduais e sacrificando seus planejamentos. Recentemente o time do São Paulo e por duas vezes seguidas, o Galo, tiveram por consequência, o drama de brigar para não serem rebaixados no Brasileirão por conta disso.
E neste ano, como sempre, estes estaduais são verdadeiras armadilhas e guilhotinas à espera do pescoço dos treinadores. Exemplos claros estão aqui em Minas Gerais: Tite no Cruzeiro e Sampaolli no Galo estão sempre caminhando rumo ao calvário. São cobrados pelos torcedores, imprensa e seus clubes por conta de um campeonato sem a menor importância, e que só atrapalha.
De uma hora para outra, Tite e Sampaolli não valem nada para a torcida. Não importa a história e a capacidade de cada deles. Não se entende o trabalho que eles fazem, visando não o Estadual, mas sim o Brasileirão e as competições internacionais. Tite teve que ,na sua penúltima entrevista, lembrar a todos que ele ganhou tudo que disputou e que poucos treinadores dirigem uma seleção por duas Copas do Mundo seguidas. Já Sampaolli, que vive num casulo com sua comissão técnica, não lembra nada há ninguém sobre suas conquistas com a Seleção Chilena , Universidad do Chile , Santos e o próprio Atlético Mineiro há bem pouco tempo.
Será que os dois desaprenderam tudo? Claro que não pois a experiencia melhora as pessoas e os profissionais. Os dois são atualizadíssimos! O problema é o resultadismo que norteia o torcedor e parte da imprensa. Se ganha é bom, se perder é ruim. Esta é a lei que impera no futebol brasileiro. Tite e Jorge Sampaolli, dois vencedores (cada um à sua maneira) vão do céu ao inferno aqui em Minas Gerais: saem de geniais a bestiais.
Fonte: BH 24 Horas