
Nas alegações finais da ação sobre a trama golpista, a PGR indicou que Torres pode ter forjado a passagem aérea que apresentou para justificar a ausência em 8 de janeiro de 2023. A PGR procurou a Gol, que respondeu que o número de reserva não batia, e que Torres não estava no voo apontado.
Para a procuradoria, o fato novo é “escandaloso” e justifica abertura de novos procedimentos para entender o que aconteceu. O órgão disse que essas novas provas confirmam a estratégia proposital de Torres de se afastar de Brasília e consentir com os atos golpistas.
Torres foi ex-ministro da Justiça do ex-presidente Jair Bolsonaro e era secretário de Segurança do Distrito Federal em 8 de janeiro de 2023. Nessa data, porém, ele disse que estava em uma viagem de férias, que estaria programada há meses.
Além da acusação de omissão durante os atos golpistas, pesam contra Torres outras provas. Entre elas estão o rascunho encontrado na casa dele de um decreto para instituir um golpe no país e a participação em reuniões em que se discutiu as blitze para dificultar a chegada de eleitores às urnas em lugares favoráveis ao presidente Lula (PT).
PGR pediu condenação por crimes que podem somar mais de 40 anos de prisão. Torres, Bolsonaro e mais seis aliados são réus por organização criminosa armada, tentativa de abolição do Estado democrático de direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Fonte:UOL