PUBLICIDADE

Tragédia na BR-116: pai de vítima cobra apoio das empresas antes da 1ª etapa do julgamento do caso


Horas antes da audiência de instrução e
julgamento do caso do acidente na BR-116 que matou 39 pessoas em dezembro
do ano passado, em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, a Itatiaia ouviu um desabafo forte de Clovis Luiz Boldrini, pai de Karine Boldrini, de 39 anos, uma das vítimas da tragédia.

Ele afirmou que, mesmo após seis meses da colisão, nenhuma das empresas envolvidas prestou qualquer tipo de assistência às famílias: “Até agora, tanto a empresa de ônibus quanto a empresa que o motorista trabalha (empresa da carreta) não deram nenhum ressarcimento”.

Durante a audiência, devem ser ouvidos sobreviventes, testemunhas e os dois réus: o caminhoneiro
Arilton Bastos Alves e o empresário
Hudson Foca
. Arilton, que conduzia a carreta está preso desde março, pois dirigia sob efeito de drogas e com a carteira de habilitação suspensa.

Leia também:
Avó e neto morrem após carro de família bater em caminhão na BR-116 em Minas

Ele responde por homicídio qualificado e tentativa de homicídio de 11 sobreviventes.

Já Hudson, o dono da empresa da carreta, é acusado de falsidade ideológica, por manter a transportadora funcionando com documentos irregulares.

Segundo a Polícia Civil, a carreta envolvido no acidente transportava uma pedra de granito com peso 70% acima da capacidade da carroceria. A perícia apontou ainda que o veículo trafegava a mais de 90 km/h em um trecho com limite de 80.

O acidente ocorreu no distrito de Lajinha, em Teófilo Otoni. O ônibus seguia de São Paulo com 45 pessoas para a Bahia quando foi atingido.

A reportagem da Itatiaia entrou em contato com a defesa da empresa e aguarda um posicionamento.





Fonte:
Itatiaia

Leia mais