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Tremor na Grande BH: USP registra dois abalos, um de magnitude 2,9 em Contagem


A cidade de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, registrou dois tremores de terra, de magnitude 2,5 e 2,9, entre a noite de terça-feira (16) e a madrugada desta quarta (17). A informação foi confirmada pelo Centro de Sismologia da USP na manhã de hoje.

A Escala Richter, criada em 1935 por Charles Richter, mede a magnitude dos terremotos a partir da energia liberada e registrada por sismógrafos. Cada ponto a mais na escala representa um aumento de dez vezes na amplitude das ondas e um acréscimo significativo na energia do abalo.

Tremores de até 2.0 são classificados como “micro” e geralmente não são sentidos pela população, enquanto os de magnitude 9.0 ou mais recebem a classificação “excepcional”, capazes de provocar destruição em grande escala.

Também foram registrados outros dois tremores em Sete Lagoas, na Região Central, um em Frutal, no Triângulo Mineiro, e dois em Capim Branco, na Grande BH.

‘Nunca tinha sentido isso antes’

Moradoras do bairro Ressaca, em Contagem,
relataram momentos de susto com o tremor
. “Ouvi um estrondo e acordei de madrugada com a casa tremendo. Nunca tinha sentido isso antes e fiquei muito assustada”, disse Sueli Barbosa. Ela contou que, a princípio, pensou ser a passagem de um veículo pesado. “Mas aí percebi que não era. Pensei: ‘Nossa, foi tremor de terra’.”

A vizinha Ana Maria também descreveu a cena. “Tremeu, sim. Foi um tremor muito forte, um barulho muito forte. A casa inteira tremeu”, relatou. O primeiro impacto, segundo ela, foi por volta das 22h. “Depois falaram que teve outro às 2h da manhã, mas esse eu não senti, foi mais tranquilo.” A moradora contou que, no momento, só conseguiu se assustar: “Nem imaginei nada, só assustei mesmo”.

Imagens de circuito de
segurança flagraram o momento do tremor na Rua Quatorze, no bairro San Marino
. Um vídeo enviado à Itatiaia mostra a movimentação durante cerca de três segundos, às 22h33.

Minas lidera número de abalos

De acordo com o sismólogo Bruno Collaço, da USP, ouvido pela Itatiaia na última sexta-feira (12),
Minas Gerais é o estado com maior número de abalos sísmicos no Brasil, geralmente provocados por pressões geológicas na crosta terrestre.

De acordo com o especialista, esses eventos são considerados comuns e, em geral, não oferecem risco.





Fonte: Itatiaia

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