
A Vigilância Sanitária de Belo Horizonte esteve na Maternidade Odete Valadares, na região Centro-Sul da capital, na manhã desta quarta-feira (20), para dar continuidade às inspeções que apuram a qualidade da água da unidade. A fiscalização acontece dias depois de os próprios funcionários denunciarem a presença de bactérias no sistema de abastecimento do prédio e alertarem para o risco de contaminação hospitalar.
A prefeitura confirmou a vistoria e ressaltou que o hospital pertence à rede da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) e está sob gestão do governo estadual. No início da semana, a Fhemig informou que, assim que recebeu o laudo, fez a limpeza e a desinfecção dos reservatórios e das caixas d’água. Técnicos da Copasa também foram acionados e colheram amostras para as análises de rotina, conforme os protocolos de monitoramento da qualidade da água.
O problema, no entanto, já era conhecido internamente há mais tempo. De acordo com os servidores, a própria Fhemig fez a coleta em 14 de abril, mas o resultado só foi divulgado aos gestores em 6 de maio. As análises apontaram parâmetros alterados e a presença de duas bactérias: a Pseudomonas aeruginosa, que atinge principalmente pessoas com baixa imunidade e pode provocar infecções graves, e uma bactéria do tipo heterotrófica, indicativa de falha nos processos de desinfecção ou de acúmulo de matéria orgânica na tubulação.
Os microrganismos foram encontrados em vários setores sensíveis da maternidade. A Pseudomonas apareceu na UTI móvel, no bloco cirúrgico, no lactário (onde o leite materno fica armazenado), no setor de cuidados intermediários, no bloco obstétrico e na área de pasteurização. Já a bactéria heterotrófica foi localizada nesses mesmos pontos e também no CTI adulto.
A Fhemig reforçou que, após tomar conhecimento dos resultados, agiu imediatamente na limpeza dos reservatórios. As inspeções da Vigilância Sanitária prosseguem para garantir que a situação esteja normalizada.
Fonte: BH 24 Horas