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França encara passado e abre caminho para reparações


Um dia após a votação sobre Dreyfus, a Assembleia Nacional repatriados da Península da Indochina, após o fim do domínio colonial francês nos atuais Vietnã, Laos e Camboja, em 1954. Na ocasião, cerca de 44 mil pessoas foram levadas à França, entre elas, funcionários coloniais, soldados e suas famílias, tropas aliadas e descendentes de colonizadores franceses com a população local.

Entre 4 mil e 6 mil desses repatriados foram colocados em instalações temporárias, muitas vezes compostas apenas por barracões de madeira sem aquecimento ou saneamento. Eles também foram submetidos a políticas degradantes, como a proibição de sair ou possuir carros e bens de luxo, e sofriam discriminação racial e institucional.

A nova lei prevê apoio financeiro proporcional ao tempo de permanência nestes campos temporários. Estima-se que até 1,1 mil pessoas ainda possam solicitar a compensação.

Reparações ao Haiti?

Em 5 de junho, a Assembleia adotou uma resolução tratando de uma “dívida dupla” com o Haiti, que remonta a 1825. Naquele ano, a França forçou o país, que havia declarado sua independência em 1804, a pagar uma compensação de 150 milhões de francos ouro.

O valor pagaria o reconhecimento da independência haitiana e visava ressarcir a França pela perda de suas posses coloniais, incluindo os lucros com a escravidão. O Haiti teve que quitar essa “dívida da independência” ao longo de décadas – um fardo econômico considerável que contribuiu para a pobreza e instabilidade na ilha.





Fonte:UOL

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